Seca e maré baixa deixam Veneza com seus canais vazios

Embora a tendência de longo prazo é que Veneza sofra com o aumento do nível do mar, as mudanças climáticas causaram seca numa época onde se costumava se preocupar com enchentes

Enquanto chuvas intensas provocam desastres no Litoral Norte de São Paulo, a falta de chuva e a maré seca transformou a famosa paisagem dos canais de Veneza, na Itália. A “cidade das águas” está enfrentando uma seca em uma época do ano em que as enchentes costumavam ser uma preocupação.

canais de veneza secos
Foto: Reprodução YouTube

Em pleno fevereiro, táxis aquáticos, ambulâncias e gondôlas estão encalhados nos canais de Veneza. Apesar dos níveis extremamente baixos de água severamente baixos impossibilitarem a navegação de alguns dos canais internos de Veneza, o Grande Canal da cidade e outras vias navegáveis ​​principais, como o Canal Guidecca, permaneceram navegáveis.

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Muitos fatores podem explicar este cenário. A maré baixa está relacionada com correntes marítimas, um sistema de alta pressão e a lua cheia. Cientistas e grupos ambientais, incluem nas causas o fato dos Alpes terem recebido receberam menos da metade da queda de neve habitual para o inverno.

“Estamos em uma situação de déficit hídrico que vem se acumulando desde o inverno de 2020-2021”, disse o especialista em clima Massimiliano Pasqui, do instituto italiano de pesquisa científica CNR, em entrevista ao Corriere della Sera. “Precisamos recuperar 500 mm nas regiões do noroeste: precisamos de 50 dias de chuva.”

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Neste inverno, os Alpes tiveram 53% menos neve do que o normal, e o rio Po, no norte da Itália, tem 61% menos água, de acordo com o grupo ambientalista Legambiente, que alerta ainda para o fato de outros rios e lagos italianos estão baixando.

Segundo o The Guardian, O Lago Garda, maior lago do país localizado no norte da Itália, está em seu nível de inverno mais baixo em 35 anos.

canais de veneza secos
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No ano passado, durante a pior seca da Itália em 70 anos, o país declarou estado de emergência nos arredores do rio Pó, onde ocorre cerca de um terço da produção agrícola do país. A boa notícia é que os boletins meteorológicos mais recentes preveem precipitação, incluindo queda de neve alpina, em um futuro próximo.

“Vamos esperar pela Primavera, que costuma ser a época mais chuvosa do vale do Pó. Há uma boa possibilidade de que as chuvas de abril e maio compensem – é a última esperança. Se não tivermos chuva de primavera por dois anos consecutivos, seria a primeira vez que isso aconteceria”, conta Luca Mercalli, presidente da Sociedade Meteorológica Italiana.

Para conferir como estão os canais de Veneza e as prováveis causas desta situação, veja este vídeo.

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Fonte: CicloVivo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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