“Rodovia do desmatamento”: licitação da BR-163 recebe apenas uma proposta

O governo federal realiza nesta 5ª feira (8/7) a abertura das propostas para a concessão de pouco mais de 1 mil km das rodovias BR-230 e BR-163, que servem como rotas de escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste para os portos da região Norte.

O edital prevê investimentos de R$ 1,87 bilhão na construção de acostamentos e acessos a terminais graneleiros no Pará, além de melhorias nos trechos urbanos, com um prazo de concessão de apenas 10 anos.

Segundo o Valor, o governo recebeu apenas uma oferta para o leilão. O desinteresse da iniciativa privada estaria relacionado às condições do edital e à perspectiva de que eventual construção da Ferrogrão acabe por “roubar” parte do fluxo de mercadorias que seriam transportadas pela rodovia.

A proposta vem sendo contestada por lideranças indígenas e pelo Ministério Público Federal, por conta da falta de garantias no edital para a mitigação dos danos ambientais dessas obras nas aldeias da região. A situação é mais delicada na BR-163, tida como a “rodovia do desmatamento”: segundo dados do Greenpeace Brasil e da Rede Xingu+, o desmatamento no entorno da estrada aumentou quase 360% entre 2019 e 2929.

O leilão chegou a ser suspenso pela Justiça Federal na semana passada, mas a liminar acabou sendo derrubada.

Folha e Poder360 também repercutiram a licitação da BR-163.

Em tempo: O garimpo ilegal embaixo da linha de transmissão da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA) segue sem qualquer tipo de restrição, um ano após denúncias serem apresentadas ao governo federal.  Segundo informou André Borges no Estadão, a exploração ilegal se concentra nos municípios de Pacajá, Marabá, Parauapebas e Curionópolis. No mês passado, a concessionária BMTE recorreu à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para alertar sobre o problema e o risco que ele representa para a transmissão da energia da usina. A atividade mineradora acaba fragilizando a estabilidade do solo, comprometendo a integridade estrutural das torres de transmissão.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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