Presidente do Ibama compara órgão ambiental a manicômio: “cheio de maluco”

Segundo Eduardo Bim, tem muita gente louca e sem técnica no Direito Ambiental porque eles se sentem confortáveis na área, “inventando coisas”

Em evento realizado em São Paulo em meados de abril, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), Eduardo Bim, fez críticas ácidas aos funcionários do órgão, aos quais chamou de “loucos”.

Meio ambiente nunca foi uma área tranquila. Pura militância. pura paixão, pouca técnica, fazem os maiores absurdos do mundo […]  Muita gente louca e os loucos gostam de direito ambiental porque eles se sentem confortáveis na área, inventando coisas”, disse.

Segundo Bim, as ações desses profissionais e a repercussão que elas têm na mídia, no entanto, não o preocupam.

“Tem gestor que se sente constrangido com reportagem de jornal etc. Eu não, eu sou um psicopata, não tô nem aí”.

Eduardo Bim ainda ironizou o fato de ter sido afastado por 90 dias no ano passado, em operação da Polícia Federal que investigava exportação ilegal de madeira. “Beleza, licença prêmio, 90 dias afastado, não tô nem aí”, disse.

E criticou uma decisão do Supremo Tribunal Federal que considerou que a responsabilidade de recuperação do dano ambiental pela empresa poluidora não pode prescrever. “Puta loucura”, disse Bim.

As declarações foram feitas durante o lançamento do livro “Questões atuais do Direito Ambiental – Uma visão Prática”, do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (a partir de 4´46´´). De acordo com o Instituto, a “publicação busca desmistificar algumas questões do Direito Ambiental que têm sido tratadas de forma incorreta atualmente”. 

O evento foi realizado no dia 19 de abril, mas as falas só receberam atenção nesta sexta-feira (6), após alerta do Política por Inteiro no Twitter.

Fonte: O Eco

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

O acordo Mercosul-União Europeia e a nova geografia da competitividade

Em tempos de guerras tarifárias e reorganização das cadeias...

Chuvas no Rio Grande do Sul afetam quase 60 mil pessoas em 218 cidades 

Chuvas no Rio Grande do Sul afetam quase 60 mil pessoas em 218 municípios, deixam 488 desabrigados e mantêm rios sob alerta de inundação.

Enchentes no Rio Grande do Sul revivem riscos de 2024 e expõem fragilidades 

Enchentes no Rio Grande do Sul atingem 169 municípios, deixam mais de 1000 fora de casa e mantêm o alerta para novas chuvas.

Crime organizado na Amazônia ameaça povo indígena na fronteira entre Brasil e Peru

Crime organizado na Amazônia avança sobre terras indígenas, ameaça lideranças ashaninka e pressiona Brasil e Peru a reforçarem a segurança.

Como se preparar para enfrentar os efeitos da estiagem severa é tema do Diálogos Amazônicos

"Fundação Getulio Vargas (FGV) promove, na próxima segunda-feira (27),...