Prefeitura de Manaus faz contrato de energia solar por R$ 1,37 bilhão

No último dia da mandato do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, a Prefeitura homologou o processo licitatório para contratação por 27 anos da empresa Amazon Watt S.A. por R$ 1,37 bilhão. O serviço consiste na implantação, operação e manutenção de mini usinas fotovoltaicas para geração de energia solar distribuída às secretarias municipais.

O despacho de homologação consta no Diário Oficial Eletrônico do Município de 31 de dezembro de 2020, assinado pelo ex-secretário de Administração Municipal Lucas Bandiera.

amazon watt

Segundo a publicação, o processo licitatório proveniente da Concorrência Pública nº 007/2020 foi homologado no último dia do ano após receber parecer final do Departamento Jurídico da Subcomissão de Bens e Serviços Comuns, da CML (Comissão Municipal de Licitação).

A contratação é uma parceria público-privada na modalidade de concessão administrativa. A empresa recebeu cinco dias para úteis para assinar o termo de contrato, sob o risco de perder a contratação.

No mesmo diário oficial, consta o resultado final da concorrência declarando a Amazon Watt S.A. vencedora, assinado pela presidente da Comissão Municipal de Licitação, Maria Carolina Pordeus.

cml amazon watt

Contratos bilionários

Caminhão de Lixo da Tumpex
Tumpex e Marquise tiveram os contratos prorrogados por 15 anos, ao valor de R$ 25 milhões por ano (Foto: Divulgação/Semcom)

Esse não é o único contrato fechado pouco antes de Arthur Neto concluir o mandato com valores e prazos elevados. Em novembro do ano passado, o secretário da Semulsp (Secretaria Municipal de Limpeza Urbana), Paulo Ricardo Rocha Farias, prorrogou até 2035 dois contratos para serviços de coleta e transporte de lixo em Manaus, feito pelas empresas Tumpex Empresa Amazonense de Coleta de Lixo Ltda e Construtora Marquise S/A, dos empresários Mauro Lúcio Mansur da Silva e Thiago Gurgel de Oliveira Levy, respectivamente.

O valor do contrato com a Tumpex é de R$ 15,3 milhões mensal. Até o final dos 15 anos, a Prefeitura de Manaus terá que desembolsar R$ 2,7 bilhões para a empresa. Com a Marquise, o contrato é de R$ 11 milhões por mês, o que resulta em em R$ 1,9 bilhão em 15 anos.

Os contratos foram assinados em 2003 ainda na gestão de Alfredo Nascimento na Prefeitura de Manaus, e desde então receberam vários aditivos e prorrogações. Essa última, a maior de todas.

Fonte: Amazonas Atual

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Manaus, a cidade no coração da floresta que desaprendeu a respirar

Fumaça volta a cobrir a capital, expõe crianças e...

Trump já está interferindo na eleição brasileira?

“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.

Terra Indígena Apyterewa: desmatamento caiu de 102 km² para 7,5 km² após a retirada de invasores

Terra Indígena Apyterewa reduz o desmatamento após desintrusão, mas ameaças e risco de novas invasões ainda preocupam o povo Parakanã.