Países vulneráveis reforçam pedido para financiamento climático

A retomada da diplomacia climática pelos EUA com Joe Biden animou o diretor-executivo do Fundo Climático Verde (GCF) da ONU, Yannick Glemarec, que espera pelo destravamento de uma remessa de US$ 3 bilhões do governo norte-americano. Em conversa com a Reuters, Glemarec confirmou que a direção do GCF e a Casa Branca já discutiram essa questão, mas ainda não há um prazo para que o dinheiro seja liberado para o Fundo, principal instrumento financeiro da ONU para apoiar esforços de mitigação em países mais pobres. O montante a ser liberado também é incerto, já que ativistas e ambientalistas pressionam Biden a ampliar o desembolso ao GCF para US$ 6 bilhões.

A questão do financiamento climático aos países pobres também esteve na pauta das conversas entre o presidente da próxima Conferência do Clima (COP26), Alok Sharma, com representantes de comunidades no Quênia na semana passada. Em um tour internacional nas últimas semanas para reforçar o diálogo político com os países e destacar o compromisso do governo britânico com o sucesso da COP26, Sharma ouviu cobranças fortes de pessoas impactadas por eventos extremos que estão arruinando a agricultura e dificultando as condições de vida para os mais pobres. A Reuters também deu detalhes sobre essa notícia.

Enquanto isso, o Climate Home abordou como países de baixa e média renda estão explorando maneiras para alavancar investimentos verdes com a injeção de US$ 650 bilhões que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve fazer nos próximos meses para ajudá-los a enfrentar os efeitos econômicos da pandemia. Para muitas dessas nações, bastante endividadas e sem receita por causa do desaquecimento econômico, esse dinheiro será a única chance para que elas tentem esboçar um processo de recuperação pós-pandemia verde.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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