Militares gastam mais na Amazônia, mas não conseguem conter desmatamento

Um levantamento feito por parlamentares mostrou um salto de 178% nos gastos das Forças Armadas nos últimos anos com ações militares contra o desmatamento e as queimadas na Amazônia. Entre 2019 e 2020, o orçamento do ministério da defesa para essas atividades cresceu de R$ 140 milhões para R$ 389 milhões, gastos principalmente com as missões de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) da dupla Bolsonaro-Mourão. Nesse mesmo período, a taxa de desmatamento amazônico continuou em patamares acima dos 10 mil km2 de floresta derrubada, com 2019-2020 e 2020-2021 como os dois anos mais devastadores da série histórica do sistema DETER/INPE.

Em termos proporcionais, os recursos despendidos para esse tipo de atividade já representam 37% de todo o orçamento federal para ações de combate ao desmatamento amazônico. Para efeito de comparação, Emilio Sant’Anna destacou no Estadão a queda acentuada do orçamento federal para fiscalização ambiental pelo ministério do meio ambiente, saindo de R$ 1,07 bilhão em 2014 para R$ 647 milhões em 2020 (valores corrigidos).

A análise foi elaborada pelo gabinete conjunto do senador Alessandro Vieira (SE) e dos deputados Tábata Amaral (SP) e Felipe Rigoni (ES). “O governo fez uma aposta numa forma de combate ao desmatamento que não se mostrou efetiva”, observou Henrique Xavier, autor da pesquisa. “Não tem nada que mostre que as GLOs funcionam”. A Carta Capital também repercutiu a notícia.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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