Renováveis predominam no leilão de energia (elétrica) nova

Nessa última quinta (30/9), a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) realizou mais um leilão de energia nova para fornecimento de eletricidade a partir de 2026. Do total contratado, quase ⅔ virão de fontes limpas: 42% desse total virão de térmicas a bagaço de cana, 11% de eólicas, 10% de fotovoltaicas. A energia de hidrelétrica em Santa Catarina também foi contratada, mesmo após ter entrado em um leilão em 2011, após ter seu início de operação adiado várias vezes e, finalmente, em 2017, após ter rompido todos os contratos de venda desse primeiro leilão. A eletricidade gerada pela usina de incineração de lixo de Barueri (SP) também achou um comprador, apesar da venda ter sido fechada pelo preço do MWh mais alto do leilão: R$549,35, quase o dobro do preço do segundo colocado, o das térmicas a bagaço. O MWh das eólicas foi contratado a R$166,89 e o das fotovoltaicas a R$160,36. Nenhuma térmica fóssil foi contratada. O Valor deu a notícia.

O governo deu mais um sinal de que é melhor não ver um problema do que ter que enfrentá-lo – no meio da gravíssima crise hídrica e elétrica, o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) foi desativado. O pedido veio da pasta do ministro espacial, Pontes, para a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência. Segundo o Estadão, a justificativa foi a falta de recursos. As tarefas e responsabilidades da SNM passaram para uma comissão que nunca mostrou a que veio desde que foi criada há 18 anos.

Os reservatórios de Sudeste/Centro-Oeste fecharam setembro com menos de 17% da sua capacidade. E as térmicas fósseis bateram o recorde de geração. No mês passado, segundo o ONS, elas geraram 14,1 TWh, bem mais do que os 11 TWh registrados em março de 2015. A DW comentou este recorde.

A federação do setor elétrico europeu, Eurelectric, diz que mais renováveis são a melhor resposta para crises como a de preços dos fósseis que o mundo está atravessando. Disse um dos diretores que “precisamos continuar investindo em eólicas e solares […] A situação atual mostra que temos que limitar nossa dependência de combustíveis fósseis importados o mais rápido possível”. A Reuters deu a notícia.

Para quem se interessa por acompanhar a expansão das fontes limpas de eletricidade no país e na América Latina, vale consultar a plataforma da Diálogo Chino mostrando localização, capacidade e mais uma série de dados de todas as unidades de geração na região, com capacidade acima de 20 kW.

Vale, por fim, registrar uma declaração da Shell que saiu na semana passada dizendo pretender investir R$3 bilhões (US$564 milhões) em projetos de fontes renováveis aqui no país até 2025. A notícia saiu na Renewables Now.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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