Lagos sem gelo até 2100

Cerca de 5.700 lagos do hemisfério Norte devem perder sua cobertura de gelo durante o inverno até o fim do século se as taxas de emissão global de gases do efeito estufa não começarem a cair ainda nesta década.

A previsão é da equipe da pesquisadora Sapna Sharma, da Universidade de York, no Canadá, que avaliou a situação de 1,35 milhão de lagos, a partir de projeções das temperaturas de inverno ao longo das próximas décadas realizadas com base em diferentes cenários de alterações no clima (Geophysical Research Letters, 6 de dezembro).

Os pesquisadores concluíram que os lagos mais vulneráveis a perder completamente a cobertura de gelo são aqueles mais ao sul do hemisfério Norte e os próximos às regiões costeiras. Cento e setenta e nove lagos devem se tornar permanentemente degelados até 2030 e dois dos grandes lagos da América do Norte – o Michigan, nos Estados Unidos, e o Superior, na fronteira norte-americana com a canadense – podem ficar sem gelo até 2055, caso nada seja feito, ou até 2085, se houver reduções moderadas nas emissões.

A cobertura de gelo no inverno é importante para garantir a quantidade e a qualidade de água doce disponibilizada por esses lagos, explicou Sharma. Calotas de gelo reduzem a evaporação da água. A falta de gelo no inverno  eleva a temperatura no verão seguinte, realimentando o aquecimento global. O aumento da temperatura e a ausência de gelo podem provocar a proliferação de algas tóxicas e contaminar a água.

Fonte: Revista FAPESP

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

UM NOVO TEMPO PARA AS RESPONSABILIDADES PÚBLICAS

A nova configuração institucional proporcionada pela Lei Orgânica cria...

“O futuro do Amazonas está no interior”, afirma Marcelo Pereira ao projetar o pós-Reforma Tributária

Na primeira parte desta entrevista, “Podemos ser engolidos, Marcelo Pereira apresentou um...

Pesquisa questiona capacidade das florestas de armazenar carbono no futuro 

Estudo mostra que florestas podem armazenar carbono abaixo do previsto, mesmo quando árvores seguem absorvendo CO₂ pela fotossíntese.

Nova tecnologia converte luz solar, água e CO₂ em combustível de forma autônoma

Fotossíntese artificial avança com dispositivo sem bateria que transforma luz solar, água e CO₂ em combustível solar.

Desmatamento na Amazônia cai 61,4% e atinge marca histórica

Desmatamento na Amazônia cai 61,4% em maio, aponta Inpe, em queda histórica no início da estação seca.