Grande desafio do ensino da engenharia é se abrir para a realidade mundial

“O novo engenheiro precisa saber trabalhar com todos os talentos e conhecimentos complementares que existem, saber trabalhar em equipe, respeitar as outras profissões”, afirma Liedi Bernucci

A Escola Politécnica (Poli) da USP completa 128 anos. Fundada em 24 de agosto de 1893 por Antônio Francisco de Paula Souza, um engenheiro e político brasileiro que pretendia trazer a indústria para o Estado de São Paulo, a Poli e seus engenheiros estiveram presentes em grande parte da história da engenharia e realizando suas obras para a sociedade.

Segundo a professora Liedi Bernucci, diretora da Poli, o grande desafio do ensino da engenharia atualmente é “não ensinar a engenharia compartimentada, mas a engenharia aberta para a realidade que a gente tem no mundo”, como a questão ambiental.

“O novo engenheiro precisa saber trabalhar com todos os talentos e conhecimentos complementares que existem, saber trabalhar em equipe, respeitar as outras profissões e saber que cada um tem o seu conhecimento”, afirma Liedi ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição.

A professora cita, como exemplo, o Projeto Inspire, ventilador pulmonar desenvolvido na pandemia com ajuda da odontologia, medicina veterinária, farmácia, entre outras áreas.

Liedi afirma que a USP está com as portas abertas para promover a diversidade. “A gente tem que formar uma elite intelectual com a cabeça aberta para todas as profissões”, afirma. “Fazer tudo isso não é simples, porque a gente precisa não só estar em palavras, mas em ações, e aí vem o acolhimento”, acrescenta. Nessa perspectiva, a professora cita os programas de mentoria.

Os 128 anos da Poli serão comemorados em um evento transmitido no canal Escola Politécnica da USP no YouTube. Mais informações estão disponíveis neste link: www.poli.usp.br/evento/dia-da-poli-128-anos-da-escola-politecnica-da-usp-24-de-agosto-de-2021

Fonte: Jornal da USP

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Manaus, a cidade no coração da floresta que desaprendeu a respirar

Fumaça volta a cobrir a capital, expõe crianças e...

Trump já está interferindo na eleição brasileira?

“Da pressão sobre o STF às articulações bolsonaristas em...

O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.

Terra Indígena Apyterewa: desmatamento caiu de 102 km² para 7,5 km² após a retirada de invasores

Terra Indígena Apyterewa reduz o desmatamento após desintrusão, mas ameaças e risco de novas invasões ainda preocupam o povo Parakanã.