Os desafios do governo Lula na questão ambiental e climática

Contando com diversos especialistas com a ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o co-fundador do Idesam e CEO da Amaz, Mariano Cenamo, a Folha de São Paulo realizará evento para debater o presente e o futuro do governo Lula perante essas que são duas das principais questões do século XXI.

A questão ambiental e climática ocupam hoje a primeira prateleira de importância nas considerações e formulações de políticas públicas para o futuro do planeta e da espécie humana. O Brasil tem um papel mundial importantíssimo por ter metade do seu território coberto pela Amazônia – um grande sumidouro de carbono e detentora de cerca de 20% da biodiversidade terrestre.

Contrariando certo discurso que insiste em opor desenvolvimento e preservação do meio ambiente como práticas contraditórias, existe um ascendente movimento que enxerga na bioeconomia a melhor forma de desenvolver o país com renda e emprego ao passo que mantém a floresta em pé.

O governo Lula possui esses desafios. Como que seu governo lidará com a ascensão do desmatamento, queimadas e garimpo, e se conseguirá – mais uma vez – reduzir tais índices, como já foi feito ao longo dos primeiros mandatos reduzindo quase 80% da taxa de desmatamento.

BR 174 terra indigena Waimiri Atroari em Presidente Figueiredo Amazonas foto Lalo de Almeida Folhapress edited
foto: Lalo de Almeida/Folhapress

Debate da Folha

Em novo evento realizado pela Folha de São Paulo, na próxima segunda-feira, dia 15, diversas personalidades relevantes em torno da pauta ambiental debaterão num seminário online e gratuito a atual situação do Brasil e os desafios do novo governo Lula no meio ambiente e na questão climática.

Divididos em duas mesas, a primeira, contará com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede); a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello; o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini; e o assessor jurídico da Apib, Mauricio Terena discutindo as medidas que o governo Lula tem adotado até o atual momento como também as promessas da área.

Já na segunda mesa, outros quatro debatedores conversarão sobre uma das pautas mais importantes do momento – e do futuro: a Bioeconomia, como também quais medidas serão necessárias para criar um novo modelo de desenvolvimento sustentável que ajude não apenas a preservar o meio ambiente como também desenvolver o país. São eles: a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Edel Moraes; o governador do Pará e presidente do Consórcio Amazônia Legal, Helder Barbalho; a especialista em biodiversidade do Instituto Socioambiental, Nurit Bensusan; e o CEO da AMAZ Aceleradora de Impacto e co-fundador do Idesam, Mariano Cenamo.

Os desafios do governo Lula na questão ambiental e climática

A transmissão do evento ao vivo se dará na página da Folha de São Paulo no Youtube: https://lnkd.in/dQ-nDFbn

Informações

Quando: 15 de maio, segunda-feira, às 15h
Mesa 1: O Brasil de volta à cena climática – as 15h
Mesa 2: Bioeconomia e a construção de um novo modelo socioeconômico para o país – as 16:20h

Saiba mais https://lnkd.in/dX7UVd5J

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

0,4% contra US$ 13,29 bilhões: para onde vai o dinheiro público na Amazônia

Estudo mostra que o investimento público na Amazônia favorece o agronegócio, enquanto o crédito socioambiental é negligenciado.

Dois séculos no gênero errado: Cientistas identificam macho de gafanhoto 206 anos após descoberta

Estudo identifica macho de gafanhoto após 206 anos e explica como uma nova espécie na Amazônia é reconhecida por análises e coleções científicas.

Manaus tem o agosto mais seco em 40 anos e a vazante acelera

Nível do Rio Negro preocupa após Manaus registrar agosto mais seco em 40 anos, com calor intenso e influência do El Niño.

A teimosia que abriu a porta da logística amazônica

Ao reunir no mesmo fórum o comando da política hidroviária, o DNIT e a Marinha, o CIEAM oferece uma mostra dos resultados de uma mobilização construída ao longo dos anos. A presença qualificada do governo federal indica que os gargalos do Amazonas começam a ser compreendidos como uma questão nacional, ligada à competitividade, à arrecadação, à segurança territorial e ao futuro da economia da floresta em pé.