Ao longo de 16 anos de operação, o Fundo Amazônia já aprovou projetos que totalizam R$ 5,6 bilhões, dos quais R$ 2,7 bilhões foram efetivamente desembolsados para execução
No primeiro semestre de 2025, segundo balanço apresentado na segunda-feira (16), o Fundo Amazônia atingiu um marco histórico ao aprovar R$ 1,189 bilhão em projetos, consolidando o melhor desempenho de destinação de recursos desde sua criação em 2009. Esse avanço foi impulsionado pela duplicação da captação de recursos, com a adesão de novos doadores e a internalização de R$ 1 bilhão nos últimos dois anos.
Ao longo de 16 anos de operação, o fundo já aprovou projetos que totalizam R$ 5,6 bilhões, dos quais R$ 2,7 bilhões foram efetivamente desembolsados para execução.
O crescimento nas aprovações foi notável a partir de 2023, quando o fundo destinou R$ 584 milhões em novos projetos. Em 2024, esse valor aumentou para R$ 947 milhões, refletindo o fortalecimento institucional e a ampliação dos investimentos em ações de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável na Amazônia.
Atualmente, o Fundo Amazônia já contabiliza 133 iniciativas financiadas, destacando-se como um dos principais instrumentos de apoio à conservação e ao combate ao desmatamento na região. Gerida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a ferramenta foi criada para financiar a conservação, monitoramento e desenvolvimento sustentável do bioma.
“Quando o dinheiro vai para as comunidades e não é reembolsado, a gente diz que é um dinheiro a fundo perdido, mas esse é um recurso a fundo ganho. É o ganho social, ambiental, econômico, científico, tecnológico, cultural e o ganho da parceria, da solidariedade”, pontua a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
Além da ampliação no número de projetos e no volume de recursos destinados, o balanço divulgado na segunda-feira (16) destacou a capilaridade das iniciativas aprovadas pelo Fundo Amazônia. Os projetos alcançam diversas regiões do bioma e beneficiam comunidades quilombolas, organizações indígenas, extrativistas e agricultores familiares.
Entre os exemplos apresentados está o projeto “Amazônia na Escola”, que tem como objetivo integrar a produção sustentável da agricultura familiar ao currículo da rede pública de educação, promovendo a conexão entre desenvolvimento local e formação educacional. Outro destaque foi o projeto “Dabucury – Gestão Territorial e Ambiental na Amazônia Indígena”, que já contempla 28 instituições em nove estados da Amazônia Legal, fortalecendo a governança e a gestão ambiental dos territórios indígenas.