Em sua quarta edição, o Fiinsa 2026 apresentará soluções criadas na Amazônia e promoverá conexões estratégicas para impulsionar a economia sustentável.
Empreendedores, investidores, pesquisadores e lideranças ligados ao desenvolvimento sustentável vão se reunir em Manaus (AM), entre os dias 3 e 5 de novembro, durante a quarta edição do Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis na Amazônia (FIINSA). O FIINSA 2026 está com inscrições abertas e pretende ampliar as conexões em torno da bioeconomia, da inovação e dos negócios de impacto na região.
Realizado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e pelo Impact Hub Manaus, o evento terá como lema “O futuro aponta para o norte”. A programação reunirá oficinas, debates, apresentações de negócios, rodadas de negociação e experiências imersivas, além de um mercado dedicado à exposição e comercialização de produtos da sociobiodiversidade amazônica.
“Estruturamos toda a programação para promover encontros qualificados entre empreendedores, investidores, pesquisadores e lideranças que atuam nesses temas”, diz Juliana Teles, cofundadora do Impact Hub Manaus.
Programação terá seis trilhas temáticas
As atividades do FIINSA 2026 serão distribuídas em seis trilhas: Enraizar, Escalar, Regenerar, Inovar, Estruturar e Encantar. Os eixos abordarão o protagonismo das iniciativas locais, a relação entre clima e bioeconomia, o desenvolvimento territorial e a importância das políticas públicas e da governança. A programação também discutirá como a tecnologia pode contribuir para a criação de respostas aos desafios sociais, econômicos e ambientais enfrentados pela Amazônia.
Além das atividades no Manaus Plaza Centro de Convenções, os participantes poderão conhecer negócios e iniciativas da sociobiodiversidade em Manaus e municípios próximos. As imersões foram planejadas para aproximar o público da realidade dos territórios e das soluções desenvolvidas localmente.
Entre os palestrantes confirmados estão Marcia Soares, do Fundo Vale; Daniel Brandão, da Vox Capital; Ellen Aciolli, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Denis Minev, da Bemol; e Joanna Martins, da Manioca.
Criado em 2018, o festival já reuniu quase 2,1 mil participantes e tomadores de decisão, além de 369 palestrantes e especialistas. Ao longo das edições, seu mercado também contou com a participação de 50 marcas de negócios sustentáveis.
“O FIINSA se consolidou como espaço estratégico para transformar esse interesse [na Amazônia] em conexões, investimentos e negócios capazes de gerar impacto positivo nos territórios”, diz Carlos Koury, diretor de Inovação em Bioeconomia do Idesam. “Queremos que o festival seja uma vitrine para as soluções que já estão sendo construídas no bioma amazônico”, completa Koury.
O festival será realizado no Manaus Plaza Centro de Convenções. Os ingressos estão disponíveis pelo Sympla.
Atuação do Idesam na Amazônia
Fundado em 2004, o Idesam atua com comunidades tradicionais, organizações e empreendimentos para fortalecer redes produtivas e promover uma economia inclusiva e sustentável na Amazônia.
O instituto desenvolve ações nas áreas de inovação em bioeconomia, negócios de impacto, produção sustentável, governança territorial e serviços ambientais, aliando geração de renda, conservação da floresta e enfrentamento das mudanças climáticas.
A realização do FIINSA 2026 integra os esforços do instituto para conectar empreendedores, investidores, pesquisadores e organizações comprometidos com soluções baseadas na biodiversidade e nas demandas dos territórios amazônicos.
Edição homenageia legado de Mariano Cenamo
Esta será a primeira edição do festival sem a liderança de Mariano Cenamo, cofundador do Idesam, que faleceu em julho deste ano. O empreendedor social teve papel central na criação do evento e na construção de iniciativas que aproximaram ciência, conservação ambiental, inovação, bioeconomia e impacto social.
Ao longo de sua trajetória, Cenamo contribuiu para ações que ajudaram a preservar 10,8 milhões de hectares de floresta tropical. Seu legado permanece ligado à defesa de um modelo de desenvolvimento capaz de manter a floresta em pé, valorizar as populações amazônicas e gerar oportunidades econômicas nos territórios.