Mais importante que a disputa judicial da Zona Franca é a oportunidade de reconstruir os vínculos entre os polos econômicos do país, conectando indústria, biodiversidade, tecnologia e inteligência nacional em favor de um futuro comum.
Um potencial desperdiçado: biodiversidade amazônica poderia promover virada tecnológica na América Latina, com pesquisas em biotecnologia, novos materiais e empreendimentos sustentáveis, com respeito à Natureza e aos povos ancestrais
O Brasil é um país tragicamente desigual. A pandemia da Covid-19 escancarou as nossas desigualdades sociais, de renda, racial, de oportunidades e regionais. Devemos sair da pandemia ainda mais desiguais, em todas as suas dimensões perversas.
Este estudo destaca políticas capazes de reduzir a pobreza e a desigualdade, contribuir para o cumprimento das metas econômicas e setoriais, estimular o crescimento econômico sustentável e tornar o Brasil mais resiliente a futuras pandemias e outros riscos, como as mudanças climáticas e a destruição de ecossistemas.
Adotar esses parâmetros significa direcionar recursos de P&D&I para a produção de alimentos, de medicamentos e de cosméticos, pois nosso banco genético tem soluções surpreendentes para cada um desses setores. Vale lembrar que todos esses segmentos estão previstos nos programas prioritários de Bioeconomia, estipulados pelo governo federal através da Suframa, órgão gestor da contrapartida fiscal e da promoção de investimentos.
Ora, se depredar é crime previsto na legislação, deve ser penalizado. Crime maior, porém, é impedir que uma população, considerada historicamente como de segunda classe, tenha acesso e direito de conhecer e proteger sua região e seu país.
Mais importante que a disputa judicial da Zona Franca é a oportunidade de reconstruir os vínculos entre os polos econômicos do país, conectando indústria, biodiversidade, tecnologia e inteligência nacional em favor de um futuro comum.