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O rio além da draga – PARTE I – Coluna Follow-Up

A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.

Terra Indígena Apyterewa: desmatamento caiu de 102 km² para 7,5 km² após a retirada de invasores

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O polo de bioeconomia vai substituir a indústria instalada em Manaus?

“E antes de falar no Fundo de Compensação destinado à implantação da bioeconomia, as indústrias tem repassado, entre outros fundos e contribuições, fortunas para o FNDCT, o Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da União Federal, frequentemente contingenciados ou aplicados em outras regiões. O CBA está precisando desse capital para empinar seus voos de inovação, ciência e tecnologia de verdade, rumo à prosperidade geral e sustentável. O polo de bioeconomia, portanto, longe de substituir a indústria instalada no Amazonas, deve diversificar, interiorizar e consolidar, definitivamente, a malha industrial local, um dos melhores acertos da Zona Franca de Manaus.”

Qual é o Plano B da Zona Franca de Manaus?

“Parte dos recursos gerados pela indústria, que todos saibam, ampara o PPBio, Programa Prioritário de Bioeconomia, e seu contraponto tecnológico, o Programa Prioritário de Tecnologia da Informação e Comunicação, além dos programas de formação de empreendedores e da qualificação de recursos humanos. O plano B da ZFM, portanto, é um só: avançar o plano A de Adensamento, diversificação e regionalização do desenvolvimento”.

Suframa, a manutenção, a integração e a entrega de resultados

“Em qual modelagem o Brasil alcança resultados tão robustos sem meter a mão no bolso? Basta acolher os direitos da manutenção, as expectativas da integração e a confirmação da entrega dos resultados. Com esses esforços, espera-se que, em lugar da maledicência, o Brasil venha acompanhar no modo participativo e de maneira sustentável, a expansão de nossas potencialidades econômicas e riquezas de recursos naturais a favor da brasilidade e da prosperidade geral.”

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Tecnologia criada auxilia na ampliação de negócios na Amazônia e facilita relação de extrativistas com a floresta Inatú Amazônia

ZFM, infraestrutura da competitividade é o próximo passo

Em resumo, para que a Zona Franca de Manaus alcance uma maior independência dos incentivos fiscais e se mantenha competitiva, é necessário investir na infraestrutura de logística de transportes, energia renovável e comunicação. Essas melhorias impulsionarão o desenvolvimento econômico sustentável, fortalecendo a região e sua posição como um centro de inovação e negócios na Amazônia. Recursos não faltam a ZFM coloca o Amazonas entre os 8 maiores contribuintes da Receita Federal. Faltam, tão-somente medidas, ajustes e apertos, pois o abraço para o primeiro passo já foi dado.

CIEAM: a agenda ESG, a bioeconomia e a descarbonização da indústria na ZFM

“E foi na porta do INPA que o CIEAM foi bater para buscar o conhecimento dos impactos provocados pela indústria no meio ambiente amazônico. Como resultado, já podemos dar a boa notícia de que é possível demonstrar por A+B que as empresas industriais da ZFM ja podem preparar sua certificação de descarbonização climática.”

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