Economia em recessão novamente

O país parecia vir se recuperando da pandemia, mas a crise hídrica derrubou a produção agrícola e as térmicas fósseis empurraram a inflação para cima. O resultado é que o país entrou em recessão técnica, com o PIB do terceiro trimestre caindo quase 4% quando comparado com o mesmo período do ano passado e 0,1% menos em relação ao trimestre anterior. O peso do setor agro no PIB, excluindo a parte industrial, passa um pouco de 7%. Se fosse tudo aquilo que a propaganda mostra, a queda de 8% que sofreu entre julho e setembro teria tido um impacto bem maior na economia nacional. Com uma inflação beirando os 10%, a taxa de juros subindo, e usinas térmicas ligadas, 2021 será mais um ano perdido.

A equipe econômica declarou que a responsável pela recessão foi a crise hídrica indicando que nada será feito para conter os desmatamentos e os usos desregulados e predatórios da água. No mínimo, isso garante que São Pedro seguirá sendo o bode expiatório por mais tempo. A notícia foi destaque no Valor, na Folha e no Metrópoles. A Record acrescentou a instabilidade política à lista de fatores, e a Bloomberg acrescenta o risco da nova variante do vírus à lista de maus agouros para o ano que vem.

Em tempo: Ontem o nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste estavam perto de 20% segundo o ONS. Assim, em dezembro, o Operador do Sistema tentará limitar a geração fóssil para tentar segurar um pouco a conta de luz, ignorando os muitos avisos de poupar água para o ano que vem. O g1 deu a notícia. O país comprou tanto gás natural dos EUA este ano, que subiu três colocações na categoria dos maiores importadores, ocupando agora o 4º posto. Segundo o Valor, os mais de 7 bilhões de m3 de gás natural liquefeito custaram US$ 1,86 bilhão que ajudaram a elevar a inflação e derrubar o PIB.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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