Discreto, novo ministro do meio ambiente prepara estratégia do Brasil para COP26

Aos poucos, o novo ministro do meio ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, começa a se posicionar politicamente dentro e fora do governo. No Valor, Daniela Chiaretti escreveu sobre a participação dele em reunião do Fórum Brasileiro de Mudança Climática (FBMC), o primeiro evento público de Pereira Leite com ambientalistas.

Dentre as promessas, levar o tema de “clima e florestas” para a Conferência do Clima de Glasgow (COP26) e voltar a promover um pavilhão oficial do país no espaço do evento.

Segundo ele, o governo quer mostrar nesse estande “cases do Brasil real” de ação climática ligada à indústria, energia, transporte e agricultura. Pereira Leite também negou que o governo pretenda realizar uma “COP paralela”, mas confirmou planos para um espaço físico em Brasília com conexão virtual direta com o estande brasileiro em Glasgow durante a Conferência.

Ao mesmo tempo, Pereira Leite também ensaiou uma abertura para o diálogo com a sociedade civil, pedindo aos integrantes do FBMC contribuições para apoiar o posicionamento brasileiro para a COP26.

A promessa de diálogo também tem sido o foco na interação com outros atores dentro e fora do governo: o novo ministro se reuniu na semana passada com o vice-presidente Hamilton Mourão, o primeiro encontro desde a troca ministerial. Mourão era um crítico aberto de Ricardo Salles no governo e não escondeu a satisfação com a saída dele: segundo o vice, a troca “vai melhorar para todo mundo”.

Segundo a CNN Brasil, Pereira Leite também quer se encontrar com representantes diplomáticos da União Europeia e dos EUA, com vistas a retomar negociações de ajuda ambiental para o Brasil.

De seu lado, o chanceler Carlos França fez na semana passada sua primeira viagem internacional desde a mudança no comando do Itamaraty, em março passado. Em visita a Lisboa, o ministro de relações exteriores reforçou que o Brasil está disposto a negociar compromissos ambientais adicionais com a UE para facilitar a aprovação do acordo comercial com o Mercosul. Folha e O Globo deram mais detalhes.

Em tempo: A ministra Cármen Lúcia, do STF, repassou o inquérito contra o ex-ministro Ricardo Salles para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para que a Corte decida sobre a continuidade das investigações. Ao deixar o ministério, Salles perdeu o foro privilegiado, o que automaticamente retirou a competência do STF para analisar o caso. Caberá agora ao TRF-1 repassar o inquérito para a Justiça Federal do Amazonas ou do Pará. O caso analisa o envolvimento de Salles na defesa de empresas proprietárias de carregamento de madeira de origem suspeita apreendida pela Polícia Federal no final de 2020. CNN BrasilG1 e Poder360 repercutiram a notícia.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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