“Lançado na Livraria Valer, documento com mais de 600 páginas, articula diagnóstico fiscal, ordenamento territorial, bioeconomia, infraestrutura e inovação como base para um novo ciclo de desenvolvimento do Amazonas.”
Há momentos que fazem história, quando a política deixa de ser disputa e se torna responsabilidade civil. O lançamento de um plano com mais de 600 páginas, estruturado sobre diagnóstico fiscal rigoroso, ordenamento territorial e visão econômica integrada, não é um gesto comum. É uma declaração de método.
Nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, na Livraria Valer, o senador Omar Aziz trouxe à luz o que já se consolida como o mais abrangente Plano Estratégico de Desenvolvimento do Estado do Amazonas já apresentado por uma liderança política local.
Em um território onde a floresta regula o clima do planeta e os rios moldam a economia, propor um plano é assumir que o futuro não pode ser improvisado.
Planejar é fincar estacas no leito do rio
Na Amazônia, quem navega sem conhecer a correnteza não chega longe. O plano nasce da premissa de que governar exige método, escuta e visão de longo prazo. “Quem pretende governar precisa planejar”, sintetiza o espírito do trabalho.
Em vez de improvisar sobre a maré das circunstâncias, a proposta finca estacas no leito do rio amazônico. Planejamento aqui não é formalidade administrativa. É decisão de dar direção ao fluxo.
Antes da promessa, a matemática das águas
O primeiro eixo mergulha no diagnóstico fiscal e na capacidade financeira do Estado, examinando também os impactos da Reforma Tributária. É um mergulho necessário. Não se constrói ponte sobre terreno instável.
No Amazonas, a sustentabilidade das contas públicas é como o regime das cheias e vazantes: define o ritmo da vida econômica. Reconhecer limites não é fraqueza. É condição para projetar crescimento consistente.

O território como bússola
O segundo eixo trata do Zoneamento Econômico-Ecológico, da regularização fundiária, da infraestrutura logística e da transição energética. São temas que, à primeira vista, podem parecer técnicos. Na verdade, são estruturais e estruturantes.
Território não é abstração cartográfica. É chão, é floresta, é rio, é comunidade. Ordenar o território é alinhar bússolas. Garantir segurança jurídica é oferecer previsibilidade. Modernizar logística é encurtar distâncias históricas.
Desenvolvimento, no Amazonas, começa pela geografia.
Interiorizar é fazer a floresta falar
O terceiro eixo volta-se ao setor primário com ênfase em fruticultura, aquicultura e cadeias florestais madeireiras e não madeireiras. A interiorização surge como diretriz central.
Interiorizar não é deslocar recursos. É permitir que a floresta fale em voz própria, agregando valor ao que já existe, conectando produção ao território e transformando potencial disperso em economia estruturada.
Competitividade com raízes amazônicas
No quarto eixo, indústria, comércio, mineração sustentável, turismo e bioeconomia são analisados como engrenagens de um mesmo mecanismo.
A bioeconomia aparece como diferencial competitivo do Estado, com foco em fitofármacos, fitocosméticos e inovação de base florestal. Não como ornamento retórico, mas como estratégia de inserção econômica contemporânea.
Competir, aqui, significa reconhecer a singularidade amazônica como ativo.
A floresta como ativo estratégico
O quinto eixo amplia a visão para serviços ambientais, ciência, tecnologia, inteligência artificial, economia criativa e atração de investimentos. O plano reconhece que o futuro amazônico depende da convergência entre natureza, conhecimento e governança.
A floresta em pé passa a ser tratada como ativo estratégico, não apenas como patrimônio simbólico.
Um plano que pretende atravessar governos
O que distingue esta iniciativa não é apenas o volume. É a coerência sistêmica. O documento articula finanças públicas, ordenamento territorial, produção, indústria, serviços ambientais e tecnologia dentro de uma mesma arquitetura estratégica.
Ao afirmar-se como plano de Estado, o texto enfrenta uma fragilidade histórica do Amazonas: a descontinuidade administrativa. A proposta é construir políticas capazes de sobreviver às alternâncias eleitorais, oferecendo previsibilidade institucional e estabilidade econômica.

O livro como convite ao debate
O lançamento na Livraria Valer simboliza a escolha pelo debate qualificado. A obra foi disponibilizada à sociedade e aberta a contribuições.
Setor produtivo, academia e instituições públicas são convocados a discutir o futuro com base em método e visão estratégica.
O Amazonas diante de uma escolha
Planejar é um ato de responsabilidade. Em um contexto de transição tributária, pressão fiscal e desafios climáticos crescentes, o Estado precisa de direção.
O documento apresentado por Omar Aziz sinaliza que o próximo ciclo político pode começar com um ativo raro na vida pública brasileira: planejamento estruturado, fundamentação técnica e visão de longo prazo. Por uma razão fundamental: na Amazônia, direção fundamentada e debatida não é detalhe. É antecipação do destino.
SUPORTE TÉCNICO | Equipe de Desenvolvimento do Plano Estratégico
- A robustez técnica do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Amazonas está ancorada na contribuição de profissionais com trajetória consolidada na gestão pública, na academia e na formulação de políticas econômicas e territoriais.
- Afonso Lobo Moraes
- Economista e auditor-fiscal aposentado da SEFAZ-AM. Ex-secretário de Estado da Fazenda, com ampla experiência em gestão fiscal e administração tributária.
- Alísio Cláudio Barbosa Ribeiro
- Bacharel em Direito pela UFAM, especialista em Administração Tributária. Auditor fiscal de Tributos Estaduais da SEFAZ-AM e presidente do Conselho de Recursos Fiscais. Especialista em gestão tributária e contencioso fiscal.
- Ana Maria Oliveira de Souza
- Economista e advogada, mestre em Desenvolvimento Regional, especialista em Direito Público e Comércio Exterior. Servidora de carreira da Suframa e coordenadora-geral de Assuntos Estratégicos.
- Augusto Cesar Barreto Rocha
- Professor associado da UFAM, doutor em Engenharia de Transportes. Referência técnica em infraestrutura e mobilidade, com atuação acadêmica e aplicada.
- Estevão Vicente C. Monteiro de Paula
- Engenheiro civil, mestre e PhD. Pesquisador titular aposentado do INPA e professor titular da UEA. Reconhecida trajetória científica nas áreas de planejamento e desenvolvimento regional.
- Farid Mendonça Júnior
- Advogado, economista e administrador. Assessor parlamentar no Senado Federal, com formação em Processo Civil, Direito Tributário, Orçamento e Finanças Públicas.
- Francisco Arnóbio Bezerra Mota
- Contador, pós-graduado em Contabilidade Pública e especializado em Administração Financeira e Orçamento. Auditor de Finanças aposentado da SEFAZ-AM.
- Marcelo Souza Pereira
- Economista, especialista em Gerência Financeira Empresarial, mestre em Desenvolvimento Regional e doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia. Servidor da Suframa e secretário parlamentar na Câmara Federal.
- Thomaz Afonso Queiroz Nogueira
- Auditor-fiscal aposentado da SEFAZ-AM. Ex-secretário executivo da Receita, ex-secretário de Planejamento, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas e ex-dirigente da Superintendência da Zona Franca de Manaus.
- Destaque qualificado:
- Presente ao evento e contribuinte efetivo com o Documento, o senador Eduardo Braga, com sua experiência e inteligência diferenciada, sinaliza a expectativa de saberes e fazeres em favor do Amazonas.
O portal BrasilAmazoniaAgora reafirma seu compromisso e disposição em abrigar debates públicos e repercutir projetos e propostas construídos em favor da Amazônia e de nossa gente.
