Desastres climáticos na Amazônia: inundações no Acre e seca em Roraima

Em uma série de eventos climáticos extremos que têm assolado a região Amazônica, o Acre enfrenta severas inundações enquanto Roraima sofre com intensa seca e onda de calor, destacando a disparidade dos impactos climáticos dentro de uma mesma região. De acordo com relatos, estas condições adversas são potencializadas pela combinação do fenômeno El Niño com as mudanças climáticas globais.

No Acre, chuvas torrenciais iniciadas em 21 de fevereiro levaram à declaração de emergência em saúde pública pelo governo estadual, ampliando o escopo de uma situação de emergência anterior focada em questões ambientais. As tempestades resultaram no isolamento de comunidades, com 19 cidades agora em estado de emergência. A devastação forçou aproximadamente 24 mil pessoas a abandonarem seus lares, das quais 8,5 mil estão desabrigadas e 15,5 mil desalojadas, com três fatalidades registradas até o momento.

Especificamente, as cidades de Brasiléia e Jordão viram 80% de seus territórios submersos, enquanto a capital Rio Branco registrou o quinto maior nível histórico do rio Acre, afetando 43 bairros com inundações significativas. Até agora, cerca de 100 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes na região.

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Em contraste, Roraima enfrenta uma grave escassez de água devido a uma seca prolongada, exacerbada por temperaturas elevadas e incêndios florestais recordes. Pacaraima, uma das áreas mais afetadas, lida com a falta crítica de água encanada, forçando os moradores a depender de poços públicos, caminhões-pipa ou a compra de água. Até o final de fevereiro, o INPE identificou 2 mil pontos de incêndio em Roraima, representando 30% de todos os focos de incêndio no Brasil.

Além dos desafios imediatos à saúde e segurança dos residentes e ao meio ambiente, os incêndios também ameaçam terras indígenas, incluindo a Terra Yanomami, exacerbando uma crise de saúde já grave. Estas condições alarmantes refletem um padrão de eventos extremos que podem se intensificar, com projeções indicando que 2024 poderia se tornar o ano mais quente já registrado globalmente, de acordo com um estudo recente publicado na Scientific Reports.

A situação em ambos os estados destaca a urgência de abordagens integradas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, visando proteger as comunidades vulneráveis e preservar o meio ambiente crítico da Amazônia.

*Com informações CLIMA INFO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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