“Crise Yanomami pode levar décadas para ser resolvida” afirma Sônia Guajajara

Durante uma transmissão ao vivo no Instagram nesta terça-feira (16), a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, juntamente com o secretário nacional de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, discutiram a complexa crise humanitária na Terra Indígena Yanomami. Guajajara admitiu que, apesar dos esforços do governo federal, a solução para a crise não é iminente. “Assim como foram décadas de invasão para chegar a este ponto, pode levar décadas para restabelecer tudo”, declarou a ministra.

A crise, que já dura um ano desde a declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional pelo Ministério da Saúde, tem enfrentado desafios significativos.

A reserva Yanomami, a maior terra indígena do Brasil, abrangendo partes de Roraima e Amazonas, continua a lutar contra a destruição causada pelo garimpo ilegal e a invasão de terras. Guajajara enfatizou a necessidade de desocupação do território e a despoluição dos rios para que as comunidades yanomami possam restabelecer seu modo de vida
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Fotos: Urihi – Associação Yanomami

O governo federal tomou medidas desde janeiro de 2023 para mitigar a crise, incluindo a proibição da entrada de não-indígenas na reserva, intensificação do controle aéreo pela Força Aérea Brasileira (FAB) e ações de combate ao garimpo e extração ilegal de madeira. Essas iniciativas resultaram na saída de cerca de 80% dos garimpeiros ilegais da região. No entanto, Guajajara salienta que os desafios persistem, com organizações criminosas ainda ameaçando as comunidades locais.

Além disso, a nova gestão governamental trouxe avanços significativos na área da saúde, com a realização de mais de 140 mil testes para detecção de malária e outras doenças, resultando em um aumento substancial nas notificações e tratamentos. Tapeba destacou a importância desses esforços, observando que a falta de dados anteriores impedia um entendimento preciso da dimensão da crise.

A ministra Guajajara garante que o governo federal continua empenhado em remover todos os invasores não-indígenas e restaurar os serviços públicos na região. Ela também enfatiza a importância do papel das Forças Armadas na proteção da região e no apoio às equipes de saúde para que atuem com segurança

*Com informações Último Segundo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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