A corrida do carro elétrico no Brasil e no mundo

Temos abordado aqui o aquecimento do mercado de veículos elétricos no último ano, impulsionado por uma demanda crescente em mercados como Europa, China e EUA. Para o Financial Times, o crescimento das vendas e o interesse cada vez maior das montadoras no desenvolvimento de carros elétricos são sinais otimistas para o futuro desse mercado nos próximos anos. Em entrevista ao jornal britânico, o presidente da Renault Luca de Meo celebrou os avanços tecnológicos da companhia na produção de veículos elétricos, o que, segundo ele, coloca a montadora francesa na dianteira da corrida entre as marcas automobilísticas tradicionais pelas vendas de modelos elétricos. A Renault tem apostado nos elétricos não apenas pelo apelo dessa fatia crescente do mercado automobilístico, mas também para ajudar na recuperação da imagem pública da companhia, corroída nos últimos anos com os escândalos que resultaram na saída de seu ex-todo-poderoso, o brasileiro Carlos Ghosn.

Em compensação, o avanço dos carros elétricos é bem mais lento e bastante acidentado no Brasil. O custo de produção desses veículos no país é praticamente proibitivo, o que torna o abastecimento dependente de importações – que, por sua vez, também acarretam custos elevados. A falta de infraestrutura para a circulação dos elétricos, com pouquíssimos pontos de recarga disponíveis, também é uma pedra e tanto no meio do caminho. Tudo isso dificulta a oferta de modelos elétricos no país e afasta qualquer possibilidade de popularização da tecnologia entre os consumidores. Ainda assim, como destacou Paulo Silvestre no Estadão, para aqueles que têm dinheiro e circulam muito, a opção pelo elétrico é interessante: além dos benefícios em termos de emissões de carbono evitadas, a manutenção desses veículos tende a ser mais barata, já que seus motores são mais simples e não têm componentes de alto desgaste, como os dos motores à combustão.

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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