Ciclone extratropical no Brasil é reflexo do aquecimento global

O mais recente ciclone extratropical que atingiu o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, esta semana, deixou rastros de destruição e perdas de vidas humanas. As mudanças climáticas têm contribuído para o aumento da frequência desses eventos, sublinhando a urgência de estratégias de mitigação e adaptação.

Impactos Locais e Perdas Humanas

As tempestades resultantes do ciclone, que atingiram a região Sul do Brasil, refletiram-se em outros estados e levaram a três fatalidades confirmadas. A primeira vítima estava no município de Rio Grande, no sul do RS, onde os ventos chegaram a 140 km/h. As outras duas mortes ocorreram em São Paulo, em São José dos Campos e Itanhaém, segundo o G1. Rajadas de vento mais intensas foram registradas em Santa Catarina, atingindo velocidades de 146 km/h, deixando cerca de 300 mil unidades consumidoras sem energia elétrica.

Ciclones
(crédito: José Eymard/TV Vanguarda)

Ciclone Extratropicail e Mudanças Climáticas

Embora a ocorrência de ciclones extratropicais não seja rara, sua frequência tem aumentado – uma manifestação das mudanças climáticas globais. “É normal nessa época do ano ter ciclone, mas justamente por conta das mudanças climáticas e do aquecimento global, os eventos extremos estão ficando mais frequentes”, ressalta Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo. Uma das razões é o aquecimento da Antártica, que altera a dinâmica entre ventos quentes e frios.

A crescente frequência de ciclones extratropicais, como o que devastou partes do Brasil esta semana, destaca o papel das mudanças climáticas em intensificar eventos climáticos extremos. Como resultado, é cada vez mais urgente adotar medidas para mitigar o impacto das mudanças climáticas e desenvolver estratégias de adaptação a essa nova realidade.

*Com informações do CLIMA INFO

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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