“Bombas de carbono”: projetos do Big Oil podem detonar as chances de limitar o aquecimento global

As grandes petroleiras, por trás de juras verdes e renováveis, estão investindo, e muito mais exploração de fósseis. Os frutos desses investimentos, além de encherem bolsos de acionistas e executivos, empurrarão o mundo para além dos 2°C. Uma investigação do Guardian foi atrás dos planos de Shell, BP, Exxon e irmãs. Eles viram que:

  • Os planos de expansão de fósseis a curto prazo envolvem projetos de petróleo e gás que irão emitir o equivalente a uma década de emissões da China, o maior poluidor do mundo.
  • Serão quase 200 verdadeiras “bombas de carbono”, cada uma emitindo 1 bilhão de toneladas de carbono ao longo da sua vida útil. As “bombas” juntas emitirão o mesmo que o mundo todo emitiu nos últimos 18 anos. 60% dessas “bombas” já estão em operação.
  • Enquanto o noticiário coloca a Rússia e a OPEP à frente das questões de petróleo e gás, o grosso do investimento e a maioria das “bombas” estão nos EUA, Canadá e Austrália. Que, aliás, são países com altos subsídios aos fósseis

Outra matéria do Guardian traz a palavra de Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), advertindo que esses projetos “não são a solução para as nossas necessidades urgentes em matéria de segurança energética” e irão acorrentar (lock-in) o mundo à utilização desses fósseis.

O Guardian ainda traz matérias específicas sobre os EUA e a Austrália e uma sobre a petroleira Exxon. O Daily Mail também comentou as “bombas”.

Fonte: Clima Info

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

As duas Amazônias que o Brasil ainda não aprendeu a governar juntas

“Da floresta ao Atlântico, rios, clima, biodiversidade e economia...

Amazônia: conservar a floresta também é garantir energia

"Está na hora do país começar a priorizar a...

Desmatamento em terras indígenas permanece zerado em 60% dos territórios na Amazônia

Desmatamento em terras indígenas é zero em 60% dos territórios da Amazônia e representa apenas 1,7% da perda florestal, aponta Imazon.

Terras raras no Brasil: governo articula reação à compra de mina pelos EUA 

Governo tenta impedir a venda da Serra Verde a uma empresa dos EUA, enquanto o marco das terras raras no Brasil avança no Congresso.