Abominamos essa dicotomia de salvar vidas ou manter a economia. Essas realidades não podem, de modo algum, ser dissociadas, muito menos colocadas em hierarquia. A questão prioritária e essencial é a primazia da vida humana.
Com a narrativa de salvar vidas e manter a economia, sem saber o que priorizar, o governo federal, com palavras, atos e omissão, em vez de liderar a solução de problemas corre o risco de antecipar mais uma recessão. Entre tapas e queijos, a demora no repasse dos subsídios de cooperação passa a ser fatal.
Ao reunir no mesmo fórum o comando da política hidroviária, o DNIT e a Marinha, o CIEAM oferece uma mostra dos resultados de uma mobilização construída ao longo dos anos. A presença qualificada do governo federal indica que os gargalos do Amazonas começam a ser compreendidos como uma questão nacional, ligada à competitividade, à arrecadação, à segurança territorial e ao futuro da economia da floresta em pé.