Abominamos essa dicotomia de salvar vidas ou manter a economia. Essas realidades não podem, de modo algum, ser dissociadas, muito menos colocadas em hierarquia. A questão prioritária e essencial é a primazia da vida humana.
Com a narrativa de salvar vidas e manter a economia, sem saber o que priorizar, o governo federal, com palavras, atos e omissão, em vez de liderar a solução de problemas corre o risco de antecipar mais uma recessão. Entre tapas e queijos, a demora no repasse dos subsídios de cooperação passa a ser fatal.
Entre a ciência e a incerteza, os sinais de que a floresta pode estar deixando de ser aliada do clima exigem mais do que medições: exigem discernimento político.