Também vítimas do aquecimento global, os corais tem grande importância para a manutenção ambiental e da biodiversidade dos mares e oceanos; contudo, ações em busca da conservação estão se ampliando no Nordeste
Itens de plástico que foram descartados acabam afetando as espécies ao serem ingeridos, como também o microplástico que pode ser absorvido pelos organismos dos animais, podendo chegar inclusive até a nossa mesa
Uma das consequências do aquecimento global tem sido o aumento do nível médio do mar. A taxa atual de aumento, sem precedentes nos últimos milênios, é de cerca de 3,6 mm por ano. Ela tem se acelerado nas últimas décadas.
A concessão de uma hidrovia amazônica começa muito antes do leilão. Começa pelo reconhecimento de que o rio já possui usuários, economias, culturas e regras de convivência construídas ao longo de gerações. Um contrato pode organizar investimentos e cobrar por serviços comprovadamente entregues, mas sua legitimidade dependerá da capacidade de proteger a vida que precede a concessão e continuará no território depois dela.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.