O ecoturismo comunitário se consolidou como uma nova alternativa de renda local e também como um símbolo de resistência e reinvenção na Amazônia paraense.
Convido os empresários brasileiros e internacionais a olharem para a Zona Franca de Manaus com os olhos do futuro. Aqui, o investimento se traduz em retorno financeiro e legado sustentável. Vamos construir juntos o novo capítulo da indústria brasileira
Manaus, a metrópole encravada na maior floresta tropical do mundo, vive um paradoxo climático e civilizatório: é uma cidade sem árvores. Não que faltem espécies — ao contrário, a Amazônia abriga mais de 16 mil tipos diferentes de árvores, catalogadas ao longo de décadas por pesquisadores do INPA, cuja coleção botânica é uma das maiores do país. O que falta é decisão política, visão urbanística e sensibilidade cultural para traduzir essa riqueza em infraestrutura verde.
Algo muito contraditório, tendo em vista que, segundo pesquisa do IBGE em 2021, Manaus foi a 5º capital mais rica do Brasil, porém, a realidade é a marginalização de grande parte da população, a 2ª cidade em quantidade de favelas.
A ofensiva judicial da FIESP contra a Zona Franca de Manaus expõe mais do que um embate tributário. Revela a dificuldade histórica de parte do Brasil em aceitar qualquer redistribuição de competitividade, riqueza e protagonismo econômico fora do eixo tradicional de poder.