O desenvolvimento de infraestrutura na Amazônia, portanto, não é apenas uma questão de logística ou economia, mas também um compromisso com a sustentabilidade ambiental e a resiliência comunitária, que exige adensamento, diversificação e interiorização da economia concentrada em Manaus.
Sou um defensor do meio ambiente, sempre fui e serei. Mas nesse caso, é muito mais caro, ambientalmente e financeiramente, ficar fazendo remendos, em vez de recuperar urgentemente o trecho deteriorado e as pontes danificadas. Esse equilíbrio ecológico é mister, e dele faz parte a sobrevivência dos moradores ao longo da BR-319 e de todos os amazonenses.
A rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho na Amazônia Ocidental, tem sido o centro de um debate intenso e contínuo, envolvendo questões de recuperação e preocupações ambientais. Inaugurada em 1976, a rodovia é fundamental para a ligação terrestre entre Manaus e Porto Velho, mas enfrenta desafios significativos. Como avançar?
“A primeira medida prevista por Augusto Rocha - estudioso dessa utopia, no sentido da antecipação de realidades que materializam intuições geniais - foi envolver a Suframa e as agências reguladoras, como ANTAQ, ANAC e ANTT, na construção do Plano Amazonense de Logística e Transportes.”
Especialistas vem afirmando que o El Niño não é o único culpado pela histórica e severa seca na região. As mudanças climáticas - outra causa para o fenômeno climático - vem afetando as pessoas em várias frentes, e agora parece estar ameaçando também a data de celebração do consumo, podendo trazer ofertas bem menos atrativas que o costume na Black Friday desse ano
“A pandemia nos ensinou o poder da solidariedade e da colaboração. Agora, essa força coletiva deve ser canalizada para superar os desafios logísticos, reduzir os danos do desabastecimento e o que é mais importante, trabalhar por infraestrutura competitiva”.
A transição do sistema tributário brasileiro desloca o debate amazônico da defesa dos incentivos para uma questão mais ampla e mais difícil: qual projeto econômico, territorial e fiscal poderá sustentar o Amazonas nas próximas décadas