Repetir Nova York certamente não é o “sucesso”, basta que andemos por lá. Também não é o que temos em Manaus, basta que andemos por aqui. Temos que tomar cuidado com os sacrifícios que escolheremos fazer e para quem os faremos. A construção do “sucesso” do futuro não será repetir as destruições do passado, nem reproduzir modos de vida estrangeiros.
Para cumprir a meta de mudança de matriz energética das comunidades indígenas será necessário a instalação de pelo menos 3 milhões de painéis solares até 2030
A energia solar permitirá o armazenamento dos produtos perecíveis vegetais e animais que poderão ter maior volume para comercialização, trazendo recursos para o agricultor se tornar menos dependente de programas sociais de transferência de renda e ainda aumentar a ocupação de outros comunitários oferecendo mais empregos.
Em resumo, para que a Zona Franca de Manaus alcance uma maior independência dos incentivos fiscais e se mantenha competitiva, é necessário investir na infraestrutura de logística de transportes, energia renovável e comunicação. Essas melhorias impulsionarão o desenvolvimento econômico sustentável, fortalecendo a região e sua posição como um centro de inovação e negócios na Amazônia. Recursos não faltam a ZFM coloca o Amazonas entre os 8 maiores contribuintes da Receita Federal. Faltam, tão-somente medidas, ajustes e apertos, pois o abraço para o primeiro passo já foi dado.
A mobilização das entidades do Amazonas para trazer os atores federais ao debate logístico merece ser reconhecida. Durante muito tempo, a navegação amazônica foi tratada em Brasília como uma facilidade concedida pela geografia: rios largos, extensos e aparentemente inesgotáveis dispensariam a disciplina de planejamento reservada às rodovias, ferrovias e portos. As secas de 2023 e 2024 expuseram o preço dessa ilusão. A presença recente do Ministério de Portos e Aeroportos, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação e do DNIT abre uma oportunidade que a região não deve desperdiçar. Para aproveitá-la, será preciso qualificar o debate e distinguir uma obra necessária em certos pontos de uma política capaz de organizar todo o sistema.