Transição energética é “chance excepcional para verdadeira independência” do Brasil, diz Lula

Lula destacou o papel do Brasil na transição energética durante a 3ª Cúpula Celac-União Europeia, em Bruxelas

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera a transição energética uma “chance excepcional” para o Brasil alcançar uma independência verdadeira, tanto do ponto de vista econômico, cultural, social e geopolítico. A declaração foi feita durante a transmissão do programa semanal ‘Conversa com o Presidente’, transmitido pela TV Brasil, emissora da EBC.

O Brasil no centro do palco energético

Em sua participação na 3ª Cúpula Celac-União Europeia em Bruxelas, evento que reúne 60 lideranças de países latino-americanos e europeus, Lula observou que o Brasil “está ficando ainda mais importante” para o mundo. Isso decorre da crescente consciência global sobre a relevância da questão ambiental e a necessidade de uma transição energética para fontes de energia sustentáveis e não prejudiciais ao meio ambiente.

“O Brasil tem uma chance excepcional. Nunca antes na história do Brasil, vi tanta chance para o Brasil conquistar aliados, espaço e investimentos. Sobretudo, nessa questão da transição energética, com as energias eólica, solar, biomassa, etanol e biodiesel”, avaliou Lula.

A independência verdadeira

Segundo o presidente, a exploração do hidrogênio verde abre um novo horizonte para o país. “Agora, com o hidrogênio verde, a chance do Brasil é extraordinária. Não podemos jogar fora essa oportunidade. Acredito que o século 21 será definitivamente o século da independência verdadeira do Brasil, do ponto de vista econômico, cultural, social e também geopolítico”, afirmou.

Transição energética é "chance excepcional para verdadeira independência" do Brasil, diz Lula
foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula também destacou a necessidade de reflexão sobre o impacto das nossas ações no planeta. “Cada gesto e atitude nossa podem melhorar ou piorar a situação do planeta”, lembrou.

A questão da Amazônia

O líder brasileiro reiterou a importância dos países que ainda possuem grandes florestas em seus territórios permanecerem unidos. As decisões conjuntas devem ser levadas à COP28, a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que será realizada em novembro, nos Emirados Árabes.

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foto: Neil Palmer/CIAT/Flickr

Para Lula, a exploração da Amazônia deve ser feita com cautela, levando em conta a conservação da floresta e as populações locais. “Não queremos transformar a Amazônia em um santuário da humanidade. É um território no qual temos poder soberano. O que queremos compartilhar é a exploração científica da riqueza da biodiversidade, para saber se dali poderemos extrair produtos farmacêuticos, cosméticos e, sobretudo, encontrar formas de melhorar a vida do povo da selva. Precisamos cuidar da floresta e do povo, pois são eles que formam a nossa nação”, concluiu.

Com informações da EPBR

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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