O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a economia brasileira passa por um processo de desindustrialização. “Neste ano, o agronegócio passou a indústria...
Não devemos perder de vista que qualquer proposta de reforma tributária deve respeitar os princípios fundamentais da Constituição Federal de 1988, como o pacto federativo e promoção da redução das desigualdades. Uma reforma tributária genuinamente ampla deve contemplar não apenas os tributos sobre o consumo, mas também sobre a renda, o patrimônio e a folha de salários. Da mesma forma, em tempos de "descarbonização" da economia, precisamos discutir mais a tributação sobre o carbono (carbon tax), visando reduzir o consumo de combustíveis fósseis e desestimular as atividades mais emissões de gases causadores do efeito estufa.
Precisamos ficar muito atentos à síndrome da abundância, pois ela costuma ser perversa. Não é porque temos 1/5 da água potável do planeta que nós precisamos destratar/dilapidar essa benção da natureza. Cabe recordar ainda que, em 2005, pavorosa estiagem levou nossos rios ao menor nível e volume, chamada de mega seca, assim batizada pelos cientistas. Os danos sociais e florestais foram imensuráveis. Para o meio ambiente os danos se estenderam por uma década. Pesquisas da NASA relacionaram o fenômeno ao aumento, em ocorrência e dimensão, dos furacões nos Estados Unidos. Ou seja, não dá para descuidar das demandas climáticas, especialmente, quando vivemos e geramos riqueza no modo sustentável em pleno coração da maior floresta tropical da Terra.
Para uma floresta que captura 20 bilhões de toneladas de lixo atmosférico e transforma isso em floresta, devolvendo para o planeta uma quantidade proporcional em oxigênio… estamos esperando o quê para sentar e debater com renomados especialistas este assunto?
Não basta pagarmos as taxas portuárias mais absurdas, pagarmos as mesmas tarifas federais praticadas nas demais regiões do país, a despeito de sermos uma região com a mais precárias infraestrutura no Brasil. O que diz a Lei? Será que o estatuto legal ainda importa? Até quando estaremos sujeitos a essa anarquia generalizada? Precisamos reagir. Não somos cidadãos de segunda categoria
Por Paulo Feldmann, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP
O Brasil atravessa uma fase conturbada e tão difícil — com...