A Natura decidiu abandonar o conceito de sustentabilidade como norte estratégico e adotar o da regeneração. Em sua recém-lançada Visão 2050, assume o compromisso de ir além da mitigação de impactos, prometendo resultados positivos para os ecossistemas dos quais extrai insumos e para as comunidades que supostamente integra às suas cadeias produtivas. Contudo, por trás da retórica inovadora, o que se desenha é um rebranding de marketing verde que exige cautela — sobretudo quando olhado a partir da Amazônia.
O mercado de créditos de carbono pode se tornar um instrumento eficaz para preservar a floresta em pé e gerar benefícios econômicos, mas apenas se operado com seriedade e transparência. O foco deve estar em projetos genuínos e impactantes, que respeitem a Amazônia e promovam o bem-estar das comunidades que nela vivem.
“Com precauções e revisões legislativas adequadas, podemos promover uma agenda ESG que vá além do marketing e não se confunda com greenwashing , gerando impactos positivos reais e duradouros na região amazônica. A verdadeira sustentabilidade exige compromisso e transparência, e a Amazônia, com sua importância climática e social, precisa ser respeitada”.
Novo estudo revela que grandes bancos financiam empresas de petróleo e gás na Amazônia enquanto promovem imagem sustentável. Lembramos também casos de financiamento de bancos brasileiros a crimes ambientais. Greenwashing na Amazônia
“É imperativo que as empresas, reguladores e investidores trabalhem juntos para criar um sistema onde a sustentabilidade seja uma prioridade real, baseada em dados concretos e verificáveis. Apenas assim poderemos enfrentar os desafios ambientais e sociais de nosso tempo e construir um futuro mais justo e sustentável para todos aqueles alcançados pelos benefícios da Zona Franca de Manaus, na Indústria da Floresta”.
“A credibilidade ambiental tornou-se um componente essencial para a sustentabilidade a longo prazo das empresas, especialmente aquelas que buscam não apenas lucrar, mas também fazer a diferença no mundo”.