Superar essas contradições significa transpor desafios e fortalecer alternativas de inserir esta integração nos trilhos de um novo tempo, uma jornada benfazeja na geração de empregos e oportunidades de Norte a Sul do Brasil e a favor de todos os brasileiros.
Indústria
Por Pedro Wongtschowski, membro do Conselho Consultivo da USP e presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp
Sobre a reportagem R$9 Bilhões para...
O Brasil precisa urgentemente adotar uma visão de longo prazo, em que a Ciência, a Tecnologia e a Inovação sejam o grande fator de inserção do país na economia do conhecimento. Da mesma forma, deve integrar políticas públicas para forjar a indústria do futuro, desenvolvendo tecnologias críticas para o enfrentamento dos grandes desafios do planeta: sustentabilidade, produção de energia limpa, acesso à saúde e à educação, segurança alimentar, redução das desigualdades, e geração de emprego e renda.
Ficamos com R$5,4 bilhões contingenciados no FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) nos últimos dois anos e com cientistas talentosos no Brasil, ou do Brasil, atuando no exterior, na produção de vacinas. E essa verba, quase toda, é recolhida pelas empresas que se valem da Lei de Informática, maior parte instalada no Polo Industrial de Manaus. Esse descaso com Ciência e Tecnologia na Amazônia é recorrente, desde que Getúlio Vargas criou o INPA há 70 anos.”