“Dizendo de outro jeito: o programa ZFM de redução das desigualdades regionais, mesmo que a opinião pública e nossos contribuintes não saibam, é a melhor e mais acertada política socioambiental na história da República do Brasil.”
O tempo urge, nossa independência chega ao bicentenário e a economia da Amazônia tem tudo para contribuir nos fundamentos da economia sustentável e inovação tecnológica da nova e exuberante civilização brasileira.
O desenvolvimento humano na Amazônia passa por muitos desafios, mas precisaremos encontrar rapidamente como dotar a região de uma infraestrutura contemporânea, com uma governança responsável com o meio ambiente. O encontro deste equilíbrio passa muito longe do garimpo ilegal e muito perto da indústria de alta tecnologia.
Escolhido como principal representante da Amazônia para compor a Academia Mundial de Ciência, TWAS, da sigla em inglês, Adalberto Luís Val recebeu o editor do Portal BrasilAmazôniaAgora , do qual é um dos fundadores, para falar de Ciência e de seu papel no enfrentamento das desigualdades regionais de um Brasil dividido e em crise. E aproveitou para questionar as promessas internacionais e messiânicas de apoio para pesquisa e desenvolvimento sustentável da Amazônia. Confira:
Nosso melhor e talvez o único caminho passa pela Ciência, Tecnologia e Inovação, um conceito sofisticado/avançado de educação e promoção do processo civilizatório para uma geração atrasada, analógica e esquecida pelas prioridades da gestão pública. Se adotamos a via do conhecimento, da interpretação e transformação do mundo real, nada será como antes em todos os setores em que a mudança se impõe. Seja a desigualdade, o negacionismo e a sadia competitividade e a criatividade que nos exijam prontidão para mudar, reduzir riscos e custos, os riscos do atraso e os custos da insensatez.
Entre tarifas, tecnologia e soberania digital, Brasil e Estados Unidos atravessam uma nova fase de tensões. Na Amazônia, onde a experiência ensina que sobreviver nem sempre é resistir frontalmente, a lição parece apontar para outro caminho: firmeza estratégica, prudência e capacidade de diálogo