Escolhido como principal representante da Amazônia para compor a Academia Mundial de Ciência, TWAS, da sigla em inglês, Adalberto Luís Val recebeu o editor do Portal BrasilAmazôniaAgora , do qual é um dos fundadores, para falar de Ciência e de seu papel no enfrentamento das desigualdades regionais de um Brasil dividido e em crise. E aproveitou para questionar as promessas internacionais e messiânicas de apoio para pesquisa e desenvolvimento sustentável da Amazônia. Confira:
Nosso melhor e talvez o único caminho passa pela Ciência, Tecnologia e Inovação, um conceito sofisticado/avançado de educação e promoção do processo civilizatório para uma geração atrasada, analógica e esquecida pelas prioridades da gestão pública. Se adotamos a via do conhecimento, da interpretação e transformação do mundo real, nada será como antes em todos os setores em que a mudança se impõe. Seja a desigualdade, o negacionismo e a sadia competitividade e a criatividade que nos exijam prontidão para mudar, reduzir riscos e custos, os riscos do atraso e os custos da insensatez.
A Amazônia ostenta a absoluta maioria dos piores 50 IDHs entre os municípios brasileiros, apesar do Programa de Desenvolvimento Regional chamado Zona Franca de Manaus, uma política do Estado Brasileiro, administrada pela Suframa. Essa autarquia distribui menos de 8% dos incentivos fiscais do Brasil, destinados a desenvolver a região remota chamada Amazônia Ocidental, mais o Estado do Amapá – o equivalente a 40% do território nacional.
Em lugar de esperar soluções messiânicas, precisamos agir com o protagonismo de quem produz emprego, impostos e riquezas. Beiramos a fronteira da irresponsabilidade se não nos mobilizamos para auditar, e influenciar sua aplicação conforme a legislação. Temos colegiados de composição híbrida que, estranhamente deixaram de funcionar. São conselho representativos da Sociedade e a eles compete a gestão transparente de generosos recursos da indústria para o interesse coletivo.
“E qual é o papel deste Conselho, além de sua inestimável contribuição ao crescimento socioeconômico? Penso que é integrar-se ao mutirão de recusa desta...