A Amazônia não pode ser refém do imediatismo e da desinformação. Nossa luta não é contra a tecnologia ou a IA – mas contra seu uso como pretexto para desviar o foco da crise climática. Sustentabilidade não saiu de moda. Ela apenas se tornou incômoda para quem teme perder o controle. E é exatamente por isso que precisamos continuar.
A Zona Franca de Manaus (ZFM) tem se consolidado como um polo estratégico para o desenvolvimento da Amazônia e, mais amplamente, para a economia brasileira. Longe de ser apenas um enclave industrial protegido por incentivos fiscais, a região está se transformando em um verdadeiro hub de inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável. Essa evolução se dá por meio de uma série de iniciativas que visam qualificar a mão de obra, adensar cadeias produtivas e interiorizar o desenvolvimento econômico na Amazônia.
Para tornar esses cenários uma realidade, é essencial estabelecer parcerias estratégicas entre governos, empresas, organizações da sociedade civil e instituições de pesquisa. A transição energética na Amazônia demanda um esforço coletivo para consolidar um novo modelo de desenvolvimento, onde a preservação da floresta seja sinônimo de prosperidade e inovação.
O II Fórum ESG Amazônia permitirá a troca de experiências sobre como estruturar boas práticas de governança e integrar a sustentabilidade na estratégia de longo prazo das empresas
O desafio agora é transformar a bioeconomia em uma realidade concreta, rompendo com a mentalidade extrativista de curto prazo e estruturando um modelo sustentável, baseado no conhecimento e na tecnologia.
Pesquisa com participação de Paulo Artaxo revela que gotículas de neblina carregam micro-organismos vivos e compostos bioativos, ampliando o papel da atmosfera na dinâmica da floresta.