Prometendo ser a resolução de uma briga antiga entre ambientalistas e desenvolvimentistas, novo relatório do Ministério dos Transportes confirma a viabilidade técnica e ambiental da total pavimentação da BR-319, destacando a importância da obra para conectar Manaus ao resto do Brasil e reduzir o isolamento terrestre do Amazonas.
Apenas assim, com reconhecimento e modernização, poderemos garantir que o setor comercial continue — como sempre foi — a ser um motor de desenvolvimento e crescimento para o Brasil.
Nesta semana, no Dia Internacional do Meio Ambiente, o governo federal anunciou, com pronunciamento da ministra Marina Silva e sem muita repercussão na imprensa, a Estratégia Nacional de Bioeconomia por meio do Decreto nº 12.044. A novidade traz esperança para alguns, por prometer ser um passo significativo para a promoção de um desenvolvimento sustentável e inclusivo na Amazônia.
Para entender melhor as implicações e os desafios desta nova legislação, Alfredo Lopes, do portal BrasilAmazoniaAgora entrevistou Carlos Gabriel Koury, diretor do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e coordenador do Programa Prioritário de Bioeconomia da Suframa, o PPBio. Durante a conversa, Koury destacou a importância de aprimorar a cooperação entre diferentes setores, desenvolver instrumentos financeiros que incentivem práticas sustentáveis e investir em educação e capacitação profissional.
"Ainda no clima da Semana da Indústria, ao destacar o legado e as conquistas dos empreendedores da Indústria da Floresta, podemos olhar para trás com orgulho e prestar aos parceiros desta jornada vitoriosa uma singela homenagem. Cada desafio superado, cada lição aprendida, cada hectare da biodiversidade intocado contribuiu para fazer do Polo Industrial de Manaus o que ele é hoje: um exemplo de como o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental podem caminhar juntos"
'A ministra enfatizou também a necessidade de uma "Avaliação Ambiental Estratégica" (AAE) para o licenciamento da BR-319. Esta avaliação considera não apenas os impactos diretos da obra, mas também os efeitos mais amplos sobre a região amazônica. "Você não vai fazer a licença olhando só o empreendimento. Tem que ver toda a área de abrangência: como isso vai repercutir nas terras indígenas, em desmatamento", afirmou a ministra. Estamos de pleno acordo sobre a importância de sofisticar o controle numa área de pelo menos 30 a 50 quilômetros de cada lado, para monitorar o surgimento de estradas vicinais e outros fatores.'
"A preparação do lado brasileiro para a realização da COP30 não deve se limitar a uma organização como se fosse apenas um encontro científico ou um festival cultural, mas também decidir e implementar um conjunto de ações planejadas para a promoção do desenvolvimento sustentável da Floresta e dos povos da Floresta, os cuidados de 'nossa casa comum' como oportunidade histórica."
Ele nos recorda uma lição simples e fundamental: o verdadeiro progresso continua sendo aquele que coloca o conhecimento a serviço das pessoas, da prosperidade e da floresta.