A Amazônia ostenta a absoluta maioria dos piores 50 IDHs entre os municípios brasileiros, apesar do Programa de Desenvolvimento Regional chamado Zona Franca de Manaus, uma política do Estado Brasileiro, administrada pela Suframa. Essa autarquia distribui menos de 8% dos incentivos fiscais do Brasil, destinados a desenvolver a região remota chamada Amazônia Ocidental, mais o Estado do Amapá – o equivalente a 40% do território nacional.
Temos a possibilidade de fazer da floresta em pé mecanismos de monetização dos serviços ambientais que possam financiar um novo programa de desenvolvimento regional. Isso implica em multiplicar laboratórios, qualificar recursos humanos, promover parcerias nacionais e internacionais transparentes e aderentes a uma nova economia de redução das desigualdades regionais e da prosperidade de um Brasil integrado e próspero.
O diálogo deve fazer parte das ações, mas para crescer o desenvolvimento humano desta bela cidade será preciso celebrar os acertos e enfrentar os erros.
O Brasil precisa urgentemente adotar uma visão de longo prazo, em que a Ciência, a Tecnologia e a Inovação sejam o grande fator de inserção do país na economia do conhecimento. Da mesma forma, deve integrar políticas públicas para forjar a indústria do futuro, desenvolvendo tecnologias críticas para o enfrentamento dos grandes desafios do planeta: sustentabilidade, produção de energia limpa, acesso à saúde e à educação, segurança alimentar, redução das desigualdades, e geração de emprego e renda.
“A comercialização de recursos naturais, produtos da biodiversidade da Amazônia, requer cuidados. Com o uso de informações científicas é possível aumentar a produção sem destruir a floresta.”
E nesta hora, a partir de agora, só diremos amém se formos protagonistas da oração. Chega de transferir a outrem a iniciativa do construir e fabricar saídas e soluções. Manaus precisa e é capaz de gerar a base econômica da justiça coletiva de verdade e com autoridade de sacudir a exclusão social, cultural, racial, econômica na perspectiva da interação regional, inteligente e muito urgente que se impõe. Amazônia do Futuro é a Amazônia do Século 21 que já começou.