A recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reconheceu a validade dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus e impediu a glosa dos créditos de ICMS por parte do estado, foi comemorada com discrição por representantes da indústria da Amazônia. Discrição, porque a vitória jurídica não elimina o principal problema: o Brasil teima em ignorar a Constituição quando se trata da Amazônia. É o que afirma Nelson Azevedo, empresário e dirigente industrial com longa trajetória de defesa do Polo Industrial de Manaus (PIM) e da Zona Franca como plataforma de desenvolvimento nacional e proteção ambiental.
Nesta entrevista ao Brasil Amazônia Agora, Azevedo analisa os efeitos da decisão judicial, os riscos da interpretação da Reforma Tributária e a recorrente tentativa de esvaziar o modelo que, há mais de 50 anos, transforma a Amazônia em território produtivo. Com lucidez, o líder empresarial sentencia: “A Justiça só está cumprindo o que a Constituição manda. Ingênuos são os que acreditam que a reforma tributária nos trará tranquilidade”.
A densidade de aves nos novos bancos de maré afetados pelo avanço do mar é quase dez vezes menor em comparação com as zonas tradicionais mais antigas, que continuam sendo preferidas pelas aves por sua maior produtividade biológica.
Segundo especialistas, o crescimento do desmatamento na Amazônia em 2025 é um sinal de alerta, pois ainda não enfrentamos o pior período de devastação, durante os meses mais secos.
A vergonha, portanto, não repousa sobre a bioeconomia que ainda engatinha. Ela recai sobre os que, dispondo dos meios, vacilam em mudar o destino de uma das regiões mais estratégicas do planeta. Ainda há tempo. Mas, como aprendemos com o ritmo lento dos rios e o furor imprevisível das cheias, o tempo amazônico é paciente, mas tem limites. Como diz Rocha, “…só poderemos transcender o pessimismo sobre a Amazônia quando começarmos a perceber um uso responsável de seus recursos e um encolhimento da fome e da pobreza no seu interior profundo.” Afinal, ninguém pode adiar direitos e benefícios para sempre.
O modelo pode ser adaptado para identificar um café fake e potenciais adulterações de qualidade e composição em cafés especiais, autenticando sua origem geográfica.
Segundo pesquisadores, relatos de coletores ribeirinhos foram essenciais para compreender as peculiaridades dos peixes venenosos identificados na região, o que reforça a importância dos saberes tradicionais para a ciência