O desafio, portanto, não é se a bioeconomia será o futuro da Amazônia, mas como estruturá-la para que seus benefícios sejam amplamente distribuídos – tanto para as populações locais quanto para a economia nacional [...] Se quisermos que a bioeconomia deixe de ser um potencial e se torne realidade, esse é o momento de agir.
A Fapesp, ao celebrar a trajetória de Adalberto Val, reafirma seus laços com a região amazônica, reconhecendo a importância de pesquisadores que fazem da ciência...
"'Bioeconomia para quem?' é um convite à ação, a disseminação e ao debate em ambiente comunitário, e até escolar e universitário, na busca de transformar o conhecimento científico em políticas públicas e ações práticas. A bioeconomia, pois, pode ser uma ferramenta poderosa para promover a vida e combater a violência, integrando esforços de diversas áreas do conhecimento e promovendo uma nova era de desenvolvimento sustentável para a Amazônia."
“Momento seguinte começam em Manaus e em São Paulo os Workshops sobre Bioeconomia, sob a batuta de Adalberto Val, Jacques Marcovitch, Vanessa Pinsky, com foco nas Cadeias de Valor do Açaí, Cacau, Pirarucu e da Meliponicultura na Amazônia Brasileira. INPA, USP, UEA, UFAM, UFPA e muitos outros institutos e pesquisadores convidados. Daí, em junho de 2024, foi lançada a emblemática questão que irá ressoar por toda a Amazônia. BIOECONOMIA PARA QUEM?”
Com apoio habitual de diversos órgãos de apoio à ciência (*), o INCT-ADAPTA(*), sob coordenação de Adalberto Luís Val, do INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, concluíram mais uma etapa do levantamento de espécies aquáticas da Amazônia submetidas a temperaturas extremas da recente seca histórica. Foram 15 dias divididos em duas etapas de coleta nas águas escuras do Rio Negro, e nas águas claras do Rio Solimões, ambos submetidos a temperaturas recordes na região. A expedição científica ocorreu na segunda metade do mês de novembro, quando a região já deveria estar no ciclo chuvoso.
Para o pesquisador Adalberto Val, é mandatória uma coalizão mundial. Um aumento de 2°C será um desafio biológico sem precedentes para a Amazônia. Ele cita o IPCC: "… o mundo bateu um marco bastante preocupante no cenário climático: pela 1ª vez, o aumento da média global de temperatura ultrapassou os 2ºC e temos que reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030 … para limitar o aumento de temperatura a 1,5ºC … e evitar catástrofes climáticas."
Confira a entrevista que Adalberto Val, um dos mais importantes cientistas brasileiros deu com exclusividade ao portal BrasilAmazôniaAgora.