Com a maior rede hidrográfica do planeta e uma biodiversidade aquática extraordinária, o país está no centro desse debate. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios conhecidos: saneamento insuficiente, poluição por mineração, expansão agrícola e impactos das mudanças climáticas. A Amazônia, por exemplo, já apresenta sinais de contaminação por plásticos e outros poluentes, evidenciando que nem mesmo regiões consideradas remotas estão imunes
Um artigo recente de Adalberto Val e Vera Almeida-Val, publicado pela Royal Society, propõe uma mudança relevante na forma como a ciência compreende e protege...
"A Avaliação da Amazônia, apresentada por mais de uma centena de cientistas durante a COP30 de Belém, ganha destaque a partir do comentário de Adalberto...
Aos 69 anos, Adalberto Val é mais do que um cientista premiado. É símbolo de uma Amazônia que pensa, inova e transforma. Pesquisador do INPA, membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da The World Academy of Sciences (TWAS), ele também é cofundador do portal Brasil Amazônia Agora. Nesta entrevista exclusiva, Val compartilha a trajetória que o levou do fascínio pelos peixes amazônicos a se tornar uma das vozes mais lúcidas da ciência latino-americana, engajada na defesa da floresta viva, da soberania do conhecimento e do protagonismo dos povos da Amazônia.
Diante dos desafios globais como as mudanças climáticas, uma pesquisa da USP sugere a adoção de um modelo de governança experimentalista e multinível para impulsionar a bioeconomia na Amazônia. A proposta busca fortalecer cadeias produtivas da sociobiodiversidade – sistema que integra diversidade biológica e sistemas socioculturais – por meio da colaboração entre comunidades locais, organizações da sociedade civil, setor público e iniciativa privada.
Pesquisa com participação de Paulo Artaxo revela que gotículas de neblina carregam micro-organismos vivos e compostos bioativos, ampliando o papel da atmosfera na dinâmica da floresta.