ONU alerta: produção de alimentos está seriamente ameaçada pela perda de biodiversidade

A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) publicou a edição 2019 do seu relatório sobre o Estado da Biodiversidade para Alimentos e Agricultura. Pela primeira vez, a FAO alerta para a diminuição da capacidade de produção de alimentos por conta da perda de biodiversidade.

O solo está sendo ocupado por cidades e fábricas que espalham substâncias químicas e minam os sistemas naturais de suporte à produção de alimentos. Pesquisas mostraram que quase 20% da área cultivável está menos produtiva.

Segundo artigo de Jonathan Watts, no The Guardian, entre as espécies mais ameaçadas estão os “polinizadores que provêm serviços essenciais a três quartos das lavouras no mundo”. E 17% dos polinizadores vertebrados, como pássaros e morcegos, também estão ameaçados de extinção. Watts acrescenta que, “uma vez perdidas, as espécies que são críticas para nossos sistemas alimentares não podem ser recuperadas, o que coloca o futuro do nosso alimento e o meio ambiente sob um grande risco.” Watts cita a coordenadora do relatório, Julie Bélanger: “É urgente que mudemos o modo de produção de alimentos para garantir que a biodiversidade não seja algo a ser colocada de lado, mas tratada como um recurso insubstituível e uma peça-chave nas estratégias de gestão.”

Fonte: ClimaInfo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Dom Hilário Moser, meu pai na fé

"Neste 15 de agosto, minha oração é de gratidão. Gratidão...

Energia barata, conta cara: onde as baterias entram nessa equação

O Brasil construiu uma das matrizes elétricas mais renováveis...

Só 18 espécies de árvores dominam a regeneração da Amazônia, revela estudo

Estudo identifica 18 espécies que lideram a regeneração da Amazônia e ajudam a recuperar o solo, reduzir o calor e restaurar a biodiversidade.

IA e combustíveis fósseis: tecnologia pode elevar emissões em até 1,8 gigatonelada por ano

Estudo sobre IA e combustíveis fósseis mostra que a tecnologia pode elevar as emissões globais em até 1,8 gigatonelada por ano.