Brasil fecha acordo internacional contra crimes na Amazônia para reforçar monitoramento no bioma

O novo sistema trazido com o acordo será usado para detectar rotas ilegais de tráfico, queimadas e pistas clandestinas, ampliando a capacidade do governo brasileiro de monitorar e coibir crimes na Amazônia

O governo brasileiro firmou um acordo com o Grupo EDGE, um dos maiores conglomerados da indústria de defesa mundial, para aprimorar a vigilância e o monitoramento de crimes na Amazônia. A assinatura está prevista para esta terça-feira (4), durante a LAAD, a maior feira de defesa da América Latina, realizada no Rio de Janeiro. A informação foi antecipada à CNN Brasil por executivos da empresa.

Essa parceria visa fortalecer as capacidades de monitoramento e proteção da Amazônia Legal e da Amazônia Azul, regiões estratégicas para a segurança nacional.

Neste ano, parte dos R$ 73 milhões desembolsados do Fundo Amazônia foram destinados para projetos focados em fortalecer o combate a crimes na Amazônia como desmatamento e queimadas
Em 2024, parte dos R$ 73 milhões desembolsados do Fundo Amazônia foram destinados para projetos focados em fortalecer o combate aos crimes de desmatamento e queimadas | Foto: Ibama

A solução tecnológica do Grupo EDGE, já testada pelo Ministério da Defesa há mais de um ano, será oficialmente adotada como parte do Sistema Integrado de Comunicação Segura. A empresa fornecerá veículos, rádios e celulares com comunicação criptografada, e o sistema será usado para detectar rotas ilegais de tráfico, queimadas e pistas clandestinas, ampliando a capacidade do governo brasileiro de monitorar e coibir crimes ambientais e transfronteiriços na região.

O interesse está especialmente na tecnologia de criptografia de última geração. Em uma região estratégica como a Amazônia, onde interesses internacionais e atividades ilegais podem ser um desafio, a segurança das comunicações é vista como crucial.

55% da área queimada em 2024 foi na Amazônia, apontam dados
55% da área queimada em 2024 foi na Amazônia, apontam dados | Foto: Folhapress/André Cran

A expectativa é que a adoção do novo sistema permitirá reduzir significativamente o risco de vazamento de dados e comprometimento de operações de fiscalização e defesa, representando um avanço na proteção dos interesses brasileiros na região.

Isadora Noronha Pereira
Isadora Noronha Pereira
Jornalista e estudante de Publicidade com experiência em revista impressa e portais digitais. Atualmente, escreve notícias sobre temas diversos ligados ao meio ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável no Brasil Amazônia Agora.

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