Composto pode revolucionar a bioeconomia

Para transformar nossa economia baseada em combustíveis fósseis em uma bioeconomia sustentável, devemos substituir os recursos fósseis por matérias-primas renováveis, afirmou Vitaly Sushkevich, cientista do Laboratório de Catálise e Química Sustentável do Instituto Paul Scherrer (PSI), o maior centro de pesquisas em ciências naturais e engenharia da Suíça. 

Mas o petróleo, matéria-prima de muitos produtos da indústria química, não pode ser trocado simplesmente por madeira, milho e palha, pois as plantas consistem em tipos de moléculas completamente diferentes do “ouro negro”. Junto com colegas da PSI e da ETH Zurich, eles estão trabalhando para mover a pesquisa de zeólitos para frente desse impasse. 

Para desenvolver catalisadores para processar biomassa em produtos de interesse da sociedade, pesquisadores em todo o mundo estão trabalhando em zeólitas que também contêm átomos de estanho, titânio ou zircônio. No entanto, seu desempenho não pode continuar melhorando.  

Portanto, a equipe de Sushkevich recomenda voltar às zeólitas clássicas, que são compostas apenas de silício, alumínio e oxigênio. “Eles são catalisadores muito eficientes”, diz Sushkevich. “O que é especial é que eles podem ser modificados e adaptados conforme necessário para fins específicos. Eles podem até catalisar várias reações químicas em série, uma após a outra. Neste caso, o produto D desejado é convenientemente criado a partir do material de partida A por meio das etapas intermediárias B e C”, completa. 

Os átomos de alumínio são um elemento importante nessas zeólitas. Originalmente, eles estão firmemente ancorados na estrutura do zeólito. Com o calor e outras técnicas, eles podem ser liberados desse composto e, assim, ser capazes de catalisar reações importantes para a bioeconomia. 

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Duas rodas, novos investimentos e a mobilidade que passa por Manaus

“A expansão das fabricantes no Polo Industrial mostra como...

Petrobras identifica hidrocarbonetos na Foz do Amazonas, mas não confirma petróleo

Petrobras identifica hidrocarbonetos na Foz do Amazonas, mas resultado ainda não confirma petróleo, gás ou viabilidade comercial.

Plantas raras consideradas extintas são reencontradas em Minas Gerais por cientistas

Plantas raras são redescobertas em Minas Gerais após décadas sem registros e serão estudadas para reprodução e reintrodução na natureza.

Aurélio Michiles: “Honestino não é um filme nostálgico. É um alerta”

"Em entrevista ao Brasil Amazônia Agora, Aurélio Michiles define Honestino como...