“Ciência, Negócio e Esperança: o novo ciclo da Universidade do Estado do Amazonas”

“Ao fortalecer os laços entre academia e setor produtivo, reafirmamos que a ciência é o coração pulsante da soberania nacional, e que a Universidade do Estado do Amazonas é uma das chaves desse futuro compartilhado”

Há momentos em que o papel da universidade ultrapassa os muros do saber e assume o timbre de um pacto civilizatório. Foi com esse espírito que a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) participou da 3ª edição do Science & Business Connection, evento realizado no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT) — um dos mais notáveis ecossistemas de inovação do país, reconhecido por sua governança exemplar e pela capacidade de integrar pesquisa, tecnologia e desenvolvimento econômico.

Durante o evento, a UEA assinou um acordo de cooperação com o PIT, formalizando um elo institucional estratégico que inaugura um novo ciclo de parcerias entre academia e setor produtivo, com foco em pesquisa aplicada, inovação tecnológica e formação de talentos amazônicos.

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

Amazônia e São José dos Campos: um mesmo horizonte

O PIT abriga mais de 300 empresas, incubadoras e startups que geram conhecimento e negócios de alto impacto para o Brasil. Essa convivência entre universidades, empreendedores e centros de pesquisa forma o caldo fértil de uma economia que aprende com a ciência e ensina à sociedade que prosperidade e sustentabilidade podem andar de mãos dadas.

Entre as histórias simbólicas que traduzem essa convergência, destacam-se dois ex-alunos da UEA, hoje doutorandos no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), criadores da startup AeroRiver — uma empresa nascente que pretende revolucionar a logística na Amazônia com soluções tecnológicas inspiradas na geografia dos rios e na inteligência da floresta.

A UEA como vitrine e ponte

A presença da UEA no evento foi marcada por um stand de vitrine tecnológica, reunindo projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) financiados pela Lei de Informática da Amazônia Ocidental e do Amapá. As iniciativas apresentadas demonstram que a universidade está pronta para se posicionar não apenas como produtora de conhecimento, mas como plataforma de oportunidades e soluções voltadas às demandas da indústria, do governo e da sociedade.

Essa vitrine é também um espelho do que a UEA representa, nas palavras do reitor André Zogahib:

O sentido emblemático da cooperação

Assinar um acordo de cooperação com o PIT significa reconhecer a interdependência entre ecossistemas distintos, mas complementares. São José dos Campos e Manaus são expressões diferentes da mesma ambição nacional: construir uma economia do conhecimento que valorize a biodiversidade como ativo estratégico e a juventude como vetor de transformação.

A parceria simboliza um passo firme na direção de um modelo de desenvolvimento onde a economia anda de braços harmoniosos com a ecologia, e a ciência deixa de ser uma abstração para se tornar energia concreta de progresso humano, social e ambiental.

O pacto amazônico pelo futuro

A Amazônia é o espelho mais transparente do futuro que o planeta escolhe construir. Ou ela será o laboratório da sustentabilidade global, ou o testemunho trágico da incapacidade humana de equilibrar progresso e natureza.

Ao fortalecer os laços entre academia e setor produtivo, reafirmamos que a ciência é o coração pulsante da soberania nacional, e que a Universidade do Estado do Amazonas é uma das chaves desse futuro compartilhado. Em cada jovem que encontra oportunidade de aprender e inovar, em cada projeto que transforma pesquisa em solução, renasce a esperança de que a floresta em pé continue sendo o horizonte do desenvolvimento com dignidade.

Antônio Mesquita
Antônio Mesquita
Antônio Mesquita é Diretor Executivo da Agência de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual (AGIN) da Universidade do Estado do Amazonas-UEA.

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