Laços de amizade unem Amazonas e Japão

“Unam todas as suas forças para se devotarem à construção do futuro. Cultivem os caminhos da retidão; alimentem a nobreza de espírito; trabalhem resolutamente para que possamos alcançar a glória inata do Estado Imperial e mantermo-nos a passo com o progresso mundial”. O desejo do Imperador Shōwa foi cumprido.

Mina-san, arigatō gozaimashita!

Por Antônio Silva
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A aproximação entre Amazonas e Japão remonta ao ano 1926, quando o embaixador japonês Hichita Tatsuki recebeu do governador do Amazonas, Ephigênio Salles, oferta de terras para imigração de colonos japoneses, que chegaram ao município de Maués em 1930 e em Parintins em 1931. A presença japonesa na região amazônica mudou a face econômica e social da região, fundamentalmente, sua agricultura.

O sucesso em Parintins, associado com a introdução do cultivo da pimenta do reino em Tomé-Açu (PA), provou que os pequenos produtores da Amazônia, não são avessos a inovações. Com a aclimatação da juta indiana, um novo ciclo econômico de riqueza e prosperidade surgiu na região.

Com o advento da Zona Franca de Manaus (ZFM), esse convívio e intercâmbio de negócios se fortaleceu e hoje cerca de 40 empresas japonesas estão implantadas no Polo Industrial de Manaus (PIM) e são responsáveis por cerca de 30% do faturamento da indústria e geração de aproximadamente 15 mil empregos diretos, que considerando os efeitos multiplicadores, significam quase 120 mil amazonenses que dependem da indústria japonesa no Amazonas.

Polo Industrial de Manaus
Polo industrial de Manaus- Foto Marcos Brandão/ObritoNews

A força da tecnologia e da indústria japonesa ajudou a solidificar o PIM, desenvolvendo a capacidade operacional e produtiva do nosso parque, com destacado grau de verticalização nos segmentos ocupados pelas empresas do Império do Sol Nascente.

De maneira nenhuma, posso omitir o serviço importante e a especial contribuição que prestou o nosso saudoso amigo Teruaki Yamagishi, consultor das empresas japonesas interessadas em implantar-se no PIM. Sua participação na atração de aproximadamente 20 empresas japonesas para investir na ZFM foi fundamental.

Homem de vida modesta e exemplo digno de imitação, durante bastante tempo foi coordenador geral das Coordenadorias de Trabalhos da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), tendo coordenado a Missão Empresarial da FIEAM ao Japão no ano de 2007, em que pela primeira vez apresentamos o nosso modelo de desenvolvimento naquele país.

Nesta oportunidade, quero agradecer mais uma vez pela outorga do Diploma de Honra ao Mérito, a mim concedida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, por meio do Cônsul-Geral Masahiro Ogino, no último dia 18. A gratidão aos representantes do povo japonês me impõe o dever de intensificar os esforços para estreitar os laços de amizade e em especial os vínculos comerciais entre o Amazonas e o Japão.

Cito aqui o então Imperador do Japão, Sua Majestade Imperial Hirohito, Imperador Shōwa, falecido em 1989, que exortou o povo japonês, ao proferir em 15 de agosto de 1945 as seguintes palavras: 

“Unam todas as suas forças para se devotarem à construção do futuro. Cultivem os caminhos da retidão; alimentem a nobreza de espírito; trabalhem resolutamente para que possamos alcançar a glória inata do Estado Imperial e mantermo-nos a passo com o progresso mundial”. O desejo do Imperador Shōwa foi cumprido. Mina-san, arigatō gozaimashita!

Antonio Silva esquerda
Antônio é administrador de empresas, empresário, presidente da FIEAM e vice-presidente da CNI.
Antônio Silva
Antônio Silva
Antônio Silva é administrador de empresas, empresário e presidente da Federação das Indústrias do estado do Amazonas e vice presidente da CNI.

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