“A transição energética vai além da mudança tecnológica. Ela envolve também uma mudança de mentalidade industrial”
A transição energética costuma ser apresentada ao mundo como uma agenda de futuro. Mas, para quem opera diariamente os desafios da infraestrutura energética, sobretudo em regiões complexas e remotas como a Amazônia, ela deixou há muito de ser uma projeção conceitual. Tornou-se um exercício permanente de competência técnica, confiabilidade operacional e responsabilidade industrial.
Nesta arena, poucas coisas são tão importantes quanto a capacidade de transformar discurso em entrega concreta.
A história da UCB Power nasce exatamente dessa compreensão. Construída por uma família coreana que trouxe para o Brasil uma cultura empresarial baseada em disciplina, eficiência e rigor operacional, a companhia consolidou sua trajetória sobre fundamentos que seguem presentes até hoje: excelência técnica, evolução contínua e compromisso com a confiabilidade.

Desde o início, o objetivo foi além de participar de um mercado em expansão.
A ambição sempre esteve associada à construção de uma operação sólida, preparada para responder com consistência às transformações tecnológicas e energéticas que passaram a redesenhar a economia global.
Ao longo dos anos, essa visão orientou investimentos contínuos em modernização industrial, automação, rastreabilidade, inteligência operacional e qualificação de processos. Mais do que ampliar capacidade produtiva, tratava-se de construir uma cultura capaz de sustentar crescimento sem abrir mão da estabilidade e da segurança.
Essa talvez seja uma das dimensões menos visíveis da transição energética.
Há grande atenção voltada às tecnologias finais, aos sistemas, aos equipamentos e às métricas ambientais. Mas existe um elemento anterior a tudo isso: a credibilidade industrial necessária para garantir que essas soluções funcionem em escala, com previsibilidade e permanência.
Foi justamente essa percepção que amadureceu minha visão ao longo da trajetória na UCB Power, inicialmente como Diretor de Operações e, posteriormente, na posição de CEO. A convivência direta com os desafios da produção, da padronização e da eficiência consolidou uma convicção muito clara: qualidade não pode ser somente um atributo publicitário.
Ela precisa ser verificável.
Num setor estratégico como o armazenamento de energia, isso faz toda a diferença. Não basta desenvolver soluções tecnologicamente sofisticadas. É indispensável assegurar estabilidade operacional, rastreabilidade, controle técnico e capacidade de resposta em ambientes frequentemente marcados por condições extremas de operação.
Na UCB Power, essa cultura está incorporada ao próprio modelo de gestão.
Nossa operação segue padrões internacionalmente reconhecidos que estruturam os processos industriais e garantem melhoria contínua. A certificação ISO 9001 estabelece parâmetros rigorosos para controle e consistência produtiva. A ISO 14001 reforça o compromisso ambiental e a gestão responsável dos recursos. Já a ISO 45001 consolida práticas voltadas à segurança das pessoas e à integridade das operações industriais.
Ao mesmo tempo, nossa atuação alinhada às diretrizes da Responsible Business Alliance amplia o compromisso com ética corporativa, transparência, sustentabilidade e responsabilidade social em toda a cadeia produtiva.

Mais importante do que possuir certificações é compreender o significado prático dessas estruturas.
Elas produzem efeitos concretos sobre a qualidade da entrega, a redução de variabilidades, a previsibilidade operacional e a segurança dos projetos implantados.
Isso se traduz em sistemas mais confiáveis, operações mais estáveis e maior capacidade de sustentação da expansão acelerada do mercado energético contemporâneo.
Essa consistência técnica tornou-se particularmente relevante em um país marcado por profundas desigualdades de acesso à energia. Em muitas regiões remotas, especialmente na Amazônia, a transição energética não representa apenas uma mudança tecnológica. Ela se conecta diretamente à inclusão social, à redução da pobreza energética e à criação de novas possibilidades econômicas para populações historicamente isoladas.
Os números ajudam a dimensionar essa trajetória.
Hoje, a UCB Power já soma mais de 90 mil baterias instaladas em sistemas remotos de energia. Foram mais de 620 MWh implementados apenas em projetos voltados a áreas remotas. Nos últimos dois anos, essas operações contribuíram para evitar, em média, a emissão de 65 mil toneladas de CO₂ na atmosfera, além de impactar diretamente mais de 400 mil pessoas.
Esses indicadores não representam apenas escala empresarial. Revelam uma transformação silenciosa em curso no setor energético brasileiro.

Com efeito, a energia deixa de ser um insumo meramente econômico.
Tornou-se infraestrutura social, instrumento de integração territorial e elemento central da nova geopolítica industrial do século XXI.
O armazenamento energético, assim, assume papel estratégico. A expansão das fontes renováveis exige estabilidade, capacidade de gerenciamento e soluções robustas capazes de assegurar continuidade e eficiência operacional.
É justamente nesse ponto que qualidade, confiabilidade e competência industrial deixam de ser diferenciais e passam a constituir pré-condições para o futuro.
Novas parcerias na estrutura da UCB Power reforçam essa percepção.
O movimento não nasce apenas de uma oportunidade de mercado, mas do reconhecimento de uma operação construída sobre fundamentos sólidos e preparada para responder aos desafios da nova economia energética.
Ao final, a transição energética vai além da mudança tecnológica. Ela envolve também uma mudança de mentalidade industrial.
Exige empresas capazes de combinar inovação com responsabilidade, expansão com consistência e crescimento com compromisso de longo prazo.
Na UCB Power, seguimos acreditando que excelência não é um discurso eventual.
É um exercício diário de coerência entre aquilo que se promete e aquilo que efetivamente se entrega. Porque qualidade, quando é verdadeira, não precisa ser anunciada o tempo inteiro. Ela aparece nos processos. Nas entregas. E, sobretudo, na confiança que se constrói ao longo do tempo
