Com tecnologia nacional, caravelas ecológicas já operam na limpeza de rios, lagos e oceanos e transformam biomassa de algas em bioinsumos em três capitais brasileiras.
A startup carioca Infinito Mare desenvolveu uma solução para despoluir ambientes aquáticos por meio de plataformas flutuantes chamadas caravelas ecológicas. As estruturas cultivam algas que removem poluentes e nutrientes em excesso da água, enquanto funcionam também como estações de monitoramento ambiental. Alimentadas por energia solar e equipadas com LEDs, elas operam dia e noite, mantendo o processo de fotossíntese de forma contínua.
Criada há seis anos, a tecnologia foi idealizada pelo oceanógrafo Bruno Libardoni junto a três sócios. O modelo de negócio é baseado na locação das plataformas para portos, hidrelétricas e empresas que desejam fortalecer suas estratégias de ESG. “O Brasil tem estrutura, tecnologia e gente com amor para fazer essa transformação”, afirma Libardoni.
Em 2025, a Infinito Mare firmou seus três primeiros contratos e já opera seis unidades em diferentes locais, como a Orla do Guaíba (RS), Lagoa da Pampulha (MG) e Praia Vermelha (RJ). Em apenas três meses, quatro caravelas ecológicas filtraram o equivalente a 104 piscinas olímpicas.
Além da filtragem da água, o projeto também reaproveita a biomassa de algas coletada quinzenalmente. O material pode ser usado como compostagem, biofertilizante e até matéria-prima para cerâmica, dependendo da região. Em áreas urbanas, como no Rio de Janeiro, as caravelas ecológicas despertam a atenção de crianças e visitantes, contribuindo para a educação ambiental. O objetivo da equipe é ampliar a presença das plataformas em rios e lagos de todo o país.