A nova espécie de sapo venenoso, que viria a ser batizada como Ranitomeya aquamarina, se destacou por suas listras azul-celeste brilhantes, um traço visual que inspirou seu nome científico
Foi durante uma expedição em região remota da Amazônia, dominada por palmeiras, que uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em parceria com um especialista do Museu Nacional da República Tcheca, descobriu uma nova espécie de sapo venenoso.
O objetivo do trabalho, cujo resultado foi publicado no periódico PLOS ONE, era catalogar espécies ainda pouco conhecidas pela ciência. Apesar dos avanços científicos, muitas áreas da Amazônia continuam inexploradas devido ao difícil acesso e isolamento. Nessa expedição, o grupo capturou várias amostras, incluindo girinos, e as levou ao laboratório para uma análise mais detalhada.

O sapo recém-descoberto, que viria a ser batizada como Ranitomeya aquamarina, se destacou por suas listras azul-celeste brilhantes, um traço visual que inspirou seu nome científico. Assim como a maioria dos sapos-dardo-venenosos, possui tamanho minúsculo, com apenas cerca de 1,5 a 1,7 centímetros, e também representa a primeira nova espécie a ser adicionada ao gênero em 10 anos.
Além da descoberta em si, os cientistas destacam um ponto crucial: a diversidade de rãs na Amazônia ainda é amplamente desconhecida, especialmente nas áreas do baixo e médio rio Juruá, onde a nova espécie foi encontrada. “Embora estejamos apenas dando os primeiros passos para desvendar a biodiversidade desta área, já temos evidências da extraordinária riqueza da fauna local e já identificamos muitas novas espécies candidatas”, apontam no texto de descrição completa do sapo venenoso, publicada na revista científica ZooKeys.

