Provocando oposição, Ricardo Salles volta atrás e diz que aceita presidir Comissão de Meio Ambiente

Depois de estar “sumido” após acusação de crime ambiental e atrapalhar investigações, o nome de Ricardo Salles voltou a ser falado com a indicação do PL para o ex-ministro do meio ambiente presidir pasta ambiental na Câmara; fato gerou revolta em defensores do meio ambiente

“Se assim for vontade da esquerda, obviamente eu posso aceitar presidir a Comissão de Meio Ambiente”, discursou nesta quarta-feira (04) Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro e atual deputado federal pelo Partido Liberal (PL) de SP. 

Salles se referia à repercussão que a notícia sobre sua candidatura à presidência do colegiado teve desde a noite de segunda-feira (6), quando a possibilidade veio à publico.

Várias organizações da sociedade civil, personalidades e partidos políticos repudiaram o fato. Um abaixo assinado chegou a circular pedindo que somente ambientalistas assumam o cargo.

“Primeiro para agradecer a menção honrosa que muitos dos representantes da esquerda tiveram nas últimas 48h acerca da possibilidade da indicação do meu nome para presidir a Comissão de Meio Ambiente. Como eu disse algumas vezes para a imprensa, não era o planejamento desejado, mas se assim for vontade da esquerda, obviamente eu posso aceitar presidir a Comissão de Meio ambiente”, disse Salles, em tom provocativo.

Provocando oposição, Ricardo Salles volta atrás e diz que aceita presidir Comissão de Meio Ambiente
Primeiro discurso como deputado empossado. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Na noite de segunda, ao Estadão, o deputado informou que não tinha interesse na Comissão de Meio Ambiente e que “preferia nem presidir nada nesse primeiro ano”, informou, ao repórter André Borges. 

A mudança de posicionamento seria, segundo Salles, para fazer um “contraponto a certas visões equivocadas que não consideram a prosperidade econômica e o desenvolvimento como condição essencial à preservação ambiental”, disse.

As negociações entre os partidos que compõem a Câmara ainda estão em andamento e não há definição sobre com qual sigla partidária a presidência da Comissão de Meio Ambiente ficará. 

Caso ela fique, de fato, com o Partido Liberal, Salles informou que não fará oposição a decisões de sua legenda. 

Fonte: O Eco

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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