Contas da campanha de Ricardo Salles sofrem pedido de rejeição pela Procuradoria Eleitoral

Órgão fiscalizador apontou indícios de irregularidades nas contas de Ricardo Salles, e pediu que valores sejam devolvidos para os cofres públicos se julgamento comprovar fraude.

A Procuradoria Reginal Eleitoral em São Paulo pediu a rejeição das contas de campanha do deputado federal Ricardo Salles (PL-SP). A manifestação foi publicada na segunda-feira (6). As inconsistências identificadas somam R$ 1,2 milhões.

Entre as falhas apontadas, está a não entrega dos relatórios financeiros de campanha dentro do prazo em relação a doações recebidas, cujo valor total equivale a R$ 784,4 mil (32,73% do total acumulado de receitas). Foi identificado recebimento direto de recursos, via fonte vedadas de arrecadação, na ordem de R$ 15 mil (0,62% do total de receitas).

Foram encontradas divergências e omissões nas informações sobre as despesas da prestação de contas, evidenciando a omissão de despesas e a utilização de recursos de origem não identificada, no valor total de R$ 60 mil (2,5% do total de despesas contratadas).

A Procuradoria Eleitoral encontrou gastos irregulares de R$ R$ 105,8 mil (que representam 4,42% do total de despesas contratadas R$ 2,3 milhões) pagos com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

Atual deputado federal, Ricardo Salles foi ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro - Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Atualmente deputado federal, Ricardo Salles foi ministro do Meio Ambiente no governo Bolsonaro — Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A campanha não apresentou documentos para comprovar despesas que chegaram a R$ 245,6 mil (10,27% do total das despesas contratadas R$ 2,3 milhões). Foram identificados, ainda, gastos eleitorais de R$ 11,1 mil (0,46% do total de despesas contratadas) realizados antes da data inicial de entrega da prestação de contas parcial, mas não informados à época.

Agora, o caso será julgado e, se as irregularidades foram encontradas, Salles poderá ter que devolver os valores aos cofres públicos ou para o fundo partidário, na conta do PL. O deputado federal negou as irregularidades e disse que todos os gastos foram prestados corretamente à Justiça Eleitoral.

Fonte: O Tempo

Redação BAA
Redação BAA
Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

Artigos Relacionados

Vacina: o lado mortal da desinformação

“A história já mostrou o que acontece quando a...

Empresas escolhem inteligência climática

“A decisão das empresas mostrou que o mercado já...

Duas rodas, floresta em pé e o valor oculto da Amazônia

“Quando um entregador em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba...

CODAM da Bioeconomia e da Inovação Territorial

Entre a floresta, a ciência e a indústria, o...

O CODAM, as Startups e os Caminhos de Redução das Desigualdades Regionais

A expansão industrial continua a movimentar investimentos e empregos...