Proteção da Floresta do Camboatá é aprovada em 1º turno por vereadores

Projeto de lei transforma a Floresta do Camboatá, no município do Rio de Janeiro, em Refúgio de Vida Silvestre. Único voto contrário à proposta foi de Carlos Bolsonaro

Em sessão nesta quarta-feira (03) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, os vereadores aprovaram, em 1º turno, a criação do Refúgio de Vida Silvestre da Floresta do Camboatá. Foram 37 votos favoráveis ao projeto e um único voto contrário, do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos). A proposta, que garante a proteção da Floresta do Camboatá, no bairro de Deodoro, deve voltar à pauta na Câmara na próxima semana para o 2º turno de votações. A área protegida terá 171,5 hectares de extensão.

A defesa da Floresta do Camboatá, um raro remanescente de Mata Atlântica de terras baixas no município, ganhou força depois que a área ficou sob risco de vir abaixo para construção de um autódromo. O empreendimento foi descartado no início deste ano, quando Eduardo Paes assumiu a prefeitura e honrou seu compromisso feito com ambientalistas durante a candidatura de que, se eleito, vetaria o projeto do autódromo na Floresta do Camboatá. Como unidade de conservação de proteção integral, a área fica fora do alcance de empreendimentos deste tipo e poderá ser explorada apenas para turismo, lazer, pesquisa e educação ambiental.

projeto de lei nº 1.345/2019 é originalmente de autoria do vereador Professor Célio Lupparelli (DEM) e do ex-vereador Renato Cinco. Na Câmara Municipal foi aprovado um substitutivo redigido pelo próprio Lupparelli junto a outros doze vereadores.

“Apesar de relativamente pequena, a Floresta do Camboatá possui grande relevância para a manutenção da viabilidade genética de populações de animais e plantas nativas nas áreas naturais do município do Rio de Janeiro. A proteção desta área, com a criação de uma unidade de conservação de proteção integral, com sua integração ao Mosaico Carioca de Áreas Protegidas, deve ser prioridade máxima na política ambiental e urbanística da Cidade”, detalham os parlamentares. A justificativa do projeto destaca ainda a localização estratégica da Floresta do Camboatá como conector entre os maciços florestais da Tijuca, Pedra Branca e Mendanha.

Dentro da Floresta do Camboatá já foram catalogadas 146 espécies de plantas, sendo 14 ameaçadas de extinção; 150 espécies de aves; 20 de mamíferos; 13 de répteis; 19 de anfíbios e 4 de peixes – com sete espécies de fauna ameaçadas de extinção, entre elas a do peixe das nuvens Leptopanchax opalescens.

Fonte: O Eco

Redação BAA
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Redação do portal BrasilAmazôniaAgora

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